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14 junho 2011

Um dos Sonhos de Juan Carlos Ganzo Fernandez



O que eu gostaria de fazer, se um dia Deus me der, lucides, força, saúde e dinheiro:

12-7-1967

Preparar para meus netos, a cachoeira do morro da Lagoa, com piscina e grande conforto para que possam mostrar a obra do avô.
Fazer daquela propriedade um lindo recreio.
Ter um grande criadouro de aves e coelhos.




Obs. Texto retirado de um caderno de anotações dele.

12 junho 2011

Vô Juan Carlos com seus Pombos




Que saudade enorme!!!

A casa de Juan Carlos Ganzo - mais fotos



Vôzinho com a vó Albertina, Hermina e Mônica Steuer

A casa de Juan Carlos Ganzo


Fotos tiradas pelo Toleque em visita a Florianópolis em 1980
Balcão ao lado da mesa da sala de visitas

A mesa de nossos saudosos almoços de domingo

Sofá em L vermelho... cadeira de balanço... lustre... pena não aparecer a TV Philips...
 Vista da Rua Rafael Bandeira


Nossas queridas Iaiá e Guiomar

 Os pombos...

A garagem onde havia o fogão à lenha e o Rusty... saudades!



25 setembro 2010

Saint-Exupéry e Juan Carlos Ganzo Fernandez

Matéria encontrada na internet, saiu em jornal aqui de Santa Catarina.
Minha mãe me comentou certa vez que sabia que Saint-Exupéry e Jean Mermoz haviam frequentado Florianópolis e que haviam feito amizades com meu avós, Juan Carlos Ganzo Fernandez e Juan Ganzo Fernandez. 
Mas a história contada por ela vai além. Disse que naquela época, os aéronautas, ou simplesmente os "corajosos" pilotos de avião intercontinentais, eram tratados como celebridades, como artistas de cinema hollywoodianos. Distribuíam fotos autografadas... e que numa destas vindas de Jean Mermoz a Florianópolis, Juan Ganzo Fernandez fez um passeio de avião a convite deste famoso aviador. Inclusive, dando uma foto autografada de presente ao meu bisavô, foto esta que minha mãe lembra ter visto, porém, não se tem mais notícias da mesma. Talvez esteja com alguém de nossa família. Seria ótimo se pudessemos copiar, né?

Bom, boa leitura!






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Jornal A Notícia - 11 de junho de 2000

Campeche comemora
centenário de "Zé Perri"









Escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, antigo freqüentador do Campeche, faria 100 anos no dia 29 de junho de 2000









Celso Martins

Oescritor francês Antoine de Saint-Exupéry conviveu intensamente com os poucos pescadores e agricultores residentes no Campeche, nas décadas de 20 e 30, e com alguns intelectuais e personalidades do Centro de Florianópolis. A presença do autor de "O Pequeno Príncipe" na cidade está sendo resgatada por iniciativa do militar aposentado e pescador Getúlio Manoel Inácio, com o apoio da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), através do professor Mário Moraes e da jornalista Márcia Barreto.
A presença de Saint-Exupéry na Capital foi questionada durante muitos anos, atribuída à imaginação fértil de pessoas humildes, ou simples história de pescadores. Essa visão começou a mudar em março de 1991, a partir de uma entrevista do falecido Manoel Rafael Inácio - pai de Getúlio - à jornalista Daise Vogel (revista "Veja"). Na ocasião, o pescador e agricultor Manoel, conhecido por Deca, revelou diversos detalhes de suas ligações com o escritor, chamado de "Zé Perri", por causa da dificuldade em pronunciar o nome francês.
"Papai contava muitas histórias a respeito da presença de Saint-Exupéry, detalhes sobre as pescarias e festas de que ele participava", recorda Getúlio, empenhado há pelo menos cinco anos no resgate dessa convivência. Segundo ele, Deca e Zé Perri encontraram-se cerca de 15 vezes, entre os anos de 1926 e 1939. Um compadre de Manoel Rafael, o capitão da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Cenen Abdon Camen, foi quem levou o escritor e piloto francês até seu engenho de farinha, onde conheceu e comeu beijú pela primeira vez.
Nas seguidas vezes em que esteve no local, Saint-Exupéry costumava deslocar-se até a ilha do Campeche, numa das canoas de seu amigo Deca, onde pescavam pampos e corvinas. "Ele gostava muito de um ensopado com esses peixes, ou então do caldo", diz Getúlio, com base no que ouviu do pai, nascido em 1909 e falecido em 1993. Com o caldo do peixe fazia-se o pirão, prato que Zé Perri pedia sempre que chegava no Campeche. "Era um sujeito simples, introvertido, sempre com uma caderneta e lápis nas mãos, anotando muitas coisas", salienta Getúlio.
Saint-Exupéry atuou como piloto da empresa francesa Lotécoère (depois Aeropostale e hoje Air France), que transportava correspondências, pequenas cargas e eventualmente algum passageiro, entre a Europa, África e América do Sul. A infra-estrutura montada no Campeche incluiu três pistas de pouso, hangar, prédio da administração e alojamento e uma estação de rádio com antena. Somente a casa da administração foi mantida, local onde funcionam atualmente a Intendência do Campeche e o Conselho Comunitário local.








Lampiões

"Saint-Exupéry dormiu muitas noites num dos quartos da administração, que ainda existe, onde também havia alojamento e refeitório", garante Getúlio Inácio. Onde havia a estação de rádio foi erguida a sede do Clube de Cabos, Soldados e Taifeiros da Base Aérea de Florianópolis e, no lugar do antigo hangar, construiu-se a Escola Básica Brigadeiro Eduardo Gomes. Parte da área do antigo pouso foi ocupada por residências. O espaço que sobrou, onde pastam algumas cabeças de gado, foi cercado pelo Ministério da Aeronáutica.
Durante o período em que as pistas do Campeche foram usadas, o morro existente nas proximidades foi usado para sinalizar a região do campo de pouso. "Eles acendiam 11 lampiões depois das 16 horas, sinalizando e orientando os pilotos. Por causa disso ele passou a ser chamado, até hoje, de morro do Lampião", conta o pai de Getúlio numa fita de vídeo que deixou gravada. Os lampiões eram acessos pontualmente, todos os dias, por dois moradores do Campeche, já falecidos - Onofre Fernandes e Cirilo da Silveira.








Famílias estreitaram laços

A presença dos franceses no Campeche levou a um estreitamento dos laços entre as famílias estrangeiras e nativas que lá residiam. "Era como se fosse uma família só, bem grande, porque o pessoal sempre estava junto", recorda Manoel Inácio na fita que deixou gravada. Alguns fatos desse tempo foram relatados por velhos moradores e se conservam na memória. O caso de Emílio (Mimi) Barreaux é um exemplo. Piloto da Latécoère, Mimi resolveu certo dia dar um vôo rasante sobre a Catedral Metropolitana de Florianópolis, quase atingindo as árvores mais altas da praça 15 de Novembro. O susto foi grande, os comentários percorreram a cidade, as autoridades reclamaram e Barreaux perdeu o brevê de piloto, indo trabalhar como contador na administração da empresa no Campeche.
Mimi foi um dos que se ligou afetivamente aos pescadores e agricultores locais. Um dos filhos dele, por exemplo, visitou Manoel Rafael na década de 1950, relatando as saudades que todos sentiam dos velhos tempos. Em 1981 a esposa de outro funcionário da Latécoère, Jeanne Jacquinot, escreveu uma carta da França a uma amiga, recordando "a nossa mocidade no Campeche", destacando a falta que sente do clima daqui, diferente do frio europeu.
Os que permaneceram no Campeche também sentiram saudades dos que voltaram para a França. "Quando eu comecei a juntar documentos, recortes de jornais, fotos e outros documentos sobre a presença dos franceses no Campeche, e mostrei a meu pai, ele ficou tão emocionado que as lágrimas rolaram pelo rosto", conta Getúlio, que guarda importante relíquia daqueles tempos: um velho relógio Solvil, usado na administração da empresa, que ainda pode ser recuperado e posto a funcionar. (CM)








Primeiros aviões franceses aterrissaram em Florianópolis em 1924

A chegada ao Brasil de três aviões Bréguet-14 da companhia francesa Latécoère, em 1924, conduzidos pelos pilotos Vachet, Hamm e Lafay, deu início ao correio aéreo no Sul do continente americano. Eles realizaram um missão aérea pela costa brasileira, uruguaia e argentina, sondando pontos para futuras pistas de pouso. Pousaram em janeiro de 1925 no campo da Ressacada, em Florianópolis, onde foram recebidos por José Boiteux e o então tenente da Polícia Militar, Cantídio Régis, representando o governador Antônio Pereira Oliveira.
Os pilotos chegaram à Capital catarinense com os jornais do dia, editados no Rio de Janeiro, e que costumavam levar três a quatro dias para chegar nas mãos dos leitores daqui. Acompanhado da esposa, Vachet esteve na localidade de Pontal (atual Campeche), onde acertou a aquisição de um terreno por 10 contos de réis, equivalente a 2 mil francos franceses. Os 13 aeródromos construídos no Brasil ficaram prontos em 1928, entre eles o Adolpho Konder, no Campeche.
Nesse meio tempo a Latécoère saiu das mãos dos antigos sócios para as do grupo Boilloux-Lafont, passando a denominar-se Aéropostale, que optou pelo uso de um avião monoplano Laté-25, motor Rénault de 450 cv e autonomia de vôo de 650 quilômetros com um tanque de gasolina. Com o surgimento dos Laté-25, foram aposentados os Bréguet-14, usados na Primeira Guerra e depois adaptados para a aviação civil. Os Laté-25 foram substituídos pelos Laté-26, semelhantes ao anterior, mas dotados de aparelhos de rádio, fundamentais para os vôos noturnos.








Aventura

Para o piloto-escritor Saint-Exypéry, a grande aventura na América do Sul começaria efetivamente em 1929, ao ser nomeado diretor de exploração e tráfego da Aépostale Argentina, responsável por expandir as linhas da empresa na América do Sul. Com um Laté-26 ele alcançou a Patagônia ("terra onde as pedras voam") e abriu caminho para os deslocamentos aéreos entre Buenos Aires e Punta Arenas, no Chile, cruzando a cordilheira dos Andes.
No mesmo ano, pilotando um Laté-28, Saint-Exupéry deixou Buenos Aires com destino ao Rio de Janeiro, fazendo uma escala técnica em Pelotas, onde deixou o Laté-28 com defeito mecânico e seguiu com um Laté-26, mais antigo. "Na volta, provavelmente, Saint-Exupéry deixou-se levar pelo encanto da escala Campeche e aqui pernoitou", conta Márcia Barreto. Ele permaneceu em Buenos Aires entre 1929 a 1931, com freqüentes passagens pelo Campeche, segundo as recordações de Manoel Rafael. (CM)








Contato foi
além dos pescadores

A pesquisa complementar realizada por Márcia Barreto, com base nos levantamentos feitos por Getúlio Inácio, confirmou que Zé Perri manteve diversos contatos com pessoas de Florianópolis, além dos pescadores e agricultores do Campeche. O empresário Admar Gonzaga, por exemplo, "revelou ter conhecido os pilotos Saint-Exupéry e Jean Mermoz, nos raros momentos de estadia na Ilha", revela Márcia.
Então com 19 anos, Admar começou a trabalhar em 1925 como postalista do Departamento de Correios e Telégrafos de Florianópolis. "Como falava francês, matéria obrigatória no antigo Ginásio Catarinense, foi encarregado de levar e receber as malas postais internacionais ao campo de aviação. As constantes jornadas até o local estreitaram os laços de amizade com os funcionários da Aéropostale", assinala a jornalista.
A jornalista também conseguiu confirmar os contatos entre Saint-Exupéry e o professor positivista Mâncio Costa. "Quando de suas escalas na cidade, Exupéry tinha por hábito dirigir-se ao Centro da cidade para tomar uma 'rubiácea' no antigo Café Nacional da praça 15. Em uma de suas vindas, Mâncio Costa mostrou-lhe um exemplar raro que possuía da 5ª edição do Testament Politique du Cardinal du Richelieu, imprensa em Amsterdã, datado de 1696."
O empresário Charles Edgar Moritz manteve contatos com a equipe da Aépostale entre 1927 e 1928. "Na época ele tinha em torno de 15 anos e estudava no Ginásio Catarinense. Conforme relato de Moritz, Saint-Exupéry teria sido, anos depois, hóspede do Laporta Hotel. Era um bon vivant que gostava muito das festinhas no Lira Tênis Clube. Com 29 anos, Exupéry passava a imagem, segundo as palavras de Moritz, de jovem 'namorador, bonito e elegante', e compreendia muitas palavras em português."
Com 17 anos o coronel Juan Ganzo Fernandes, natural das Ilhas Canárias (Espanha), montou uma empresa telefônica no Uruguai. Em 1927, com 55 anos, foi convidado pelo governador Adolpho Konder para participar de concorrência pública para a implantação de serviços de telefonia no Estado, em 1930.
Filho do coronel, Juan Carlos ocupava o cargo de diretor técnico da empresa e "falava muito bem o francês". Por isso "ajudava com freqüência os funcionários da companhia de aviação", aproximando-se de Saint-Exupéry. Na década de 1950, quando foi realizado um leilão de material da Air France , Juan Carlos "comprou uma dúzia de holofotes usados na iluminação do campo, cujo valor sentimental lhe era inestimável". (CM)








"O Pequeno Príncipe", sua obra mais conhecida, é um dos livros mais traduzidos em todo o mundo

Antoine Jean Baptiste Marie Roger de Saint-Exupery, o Zé Perri do Campeche, nasceu no dia 29 de junho de 1900 na cidade francesa de Lyon, terceiro filho do visconde Jean e Marie Fonscolombe, apelidado de Tonio. Ele passou a infância entre os palácios de Saint Maurice de Remens (casa de um tio) e de Mole (casa da avó). Por insistência de seu avô Fernand, seguiu com o irmão François para um colégio jesuíta em Saint-Croix-du-Mans, logo após concluir os estudos preparatórios com as freiras das Ecoles Chrétiennes.
Seu batismo no ar ocorreu contra a vontade da mãe, em 1912, quando embarcou num Berthaud-Wroblewski, motor Labor de 70 cavalos, pilotado por Gabriel Wroblewski-Salvez. Estava com apenas 12 anos. Em 1917 sofre o primeiro grande impacto emocional, com a morte do irmão François, caindo num "mutismo doloroso". Nesse mesmo ano ele termina os estudos secundários, realiza os preparativos para a Escola Naval, em Paris, introduzindo-se no mundo das letras através de Yvonne de Lestrange.
Antoine acaba sendo reprovado no exame oral para ingresso na Escola Naval, conseguindo porém uma vaga como aluno assistente do curso de arquitetura da Escola de Belas Artes (Paris), onde pôde ganhar uns trocados fazendo pequenos trabalhos, como o de figurante em apresentações teatrais e outros. Corre o ano de 1919. Saint-Exupéry permanece dois anos nessa situação, até ser chamado para o serviço militar, quando se alista como simples soldado num regimento de aviação em Strasbourg.
Foi então que começou a ter aulas de pilotagem, cobrindo os gastos do curso com os ganhos no atelier da Escola de Belas Artes. Tonio aprendeu a pilotar com Robert Aéby, exercitando-se num Farmann F 40 e realizando o primeiro vôo num bimotor Sopwich F-CTEE. Após uma curta estada em Casablanca (atual Marrocos), para onde seguiu com o regimento de aviação, obteve o brevê de piloto no dia 23 de dezembro de 1921. Faltava, no entanto, o brevê de piloto militar, que ele vai conseguir depois de dominar os segredos de um Caudron G-3.








Acidente

Em janeiro de 1923 ele sofre o primeiro acidente, ocorrido em Bourget, saindo com numerosas e graves contusões. Tendo dado baixa do regimento, Saint-Exupéry é estimulado por um oficial a ingressar na força aérea francesa, mas recebe pressões contrárias da família, indo trabalhar numa fábrica de caminhões e depois ocupando-se em outras atividades remuneradas.
Em 1925 ele retoma os contatos com o universo intectual de Paris, ligando-se em especial ao editor Gaston Gallimard, responsável pela publicação das obras de André Gide, Jean Prévost e Jean Schlumberger e futuramente das do próprio Tonio. Prévost, redator da revista Le Navire d'Argent, pertencente a Adriene Monnier, foi quem o estimulou a escrever o primeiro texto, denominado "A evasão de Jacques Bernis", narrativa ambientada no mundo da aviação.
O ano de 1926 representa uma virada completa no cotidiano do piloto-escritor, pois é quando ele lança a primeira obra, "O Aviador", onde aborda situações que serão retomadas mais tarde em "Correio do Sul". Nesse ano ele obtém o brevê de piloto de transporte e estabelece relações com Beppo de Massini, fundador da companhia Latécoère, que o convidaria para pilotar aviões pela empresa.
Chamado ao aeroporto de Toulouse em 14 de dezembro por Massini, é apresentado ao chefe de exploração da empresa, Didier Daurat. Na mesma ocasião, conhece os pilotos Jean Mermoz e Henri Guillaumet, com que viajaria nos próximos meses na linha Toulouse-Casablanca-Dakar, os mesmos futuros parceiros das aventuras na América do Sul.
Depois do "Correio do Sul", lançado em 1929, romance sobre o amor impossível entre o aviador Bernis e uma mulher incapaz de partilhar sua exigência morais, Saint-Exupéry apareceu em 1931 com o famoso "Vôo Noturno", prefaciado por André Gide e ganhador do Prêmio Fémina. Em abril desse mesmo ano se casou com Consuelo Suncin.








Recorde

Em 1935, ao lado de Prévot, Saint-Exupéry tenta bater o recorde aéreo de cinco dias e quatro horas entre Paris (França) e Saigon (Vietnã), mas o avião é forçado a fazer uma aterrisagem em pleno deserto da Líbia. Os dois permanecem vários dias sob o sol escaldante, sendo finalmente recolhidos por uma caravana em trânsito, até o Cairo (Egito).
No ano seguinte (1936) teve uma experiência como jornalista, cobrindo os eventos da Guerra Civil Espanhola para os jornais franceses "Paris Soire" e "Intransigeant". Em 1938 ele tentou fazer a ligação aérea entre Nova York e a Terra do Fogo, correndo tudo bem na primeira etapa da viagem. Mas, ao chegar no aeroporto da Guatemala, o avião sofreu um acidente e Zé Perri ficou gravemente ferido. Permaneceu vários dias em coma e precisou de alguns meses em Nova York em recuperação.
"Terra dos Homens", publicado em 1939, recebe o Grande Prêmio do Romance da Academia Francesa, onde relata os primórdios do correio aéreo. Com o início da Segunda Guerra, ingressou no Exército de Libertação (resistência francesa), realizando vôos de reconhecimento sobre os territórios inimigos. A experiência foi relatada em "Piloto de Guerra", editado em 1942, muito lido nos Estados Unidos, mas não na França, onde os 2,1 mil exemplares foram retirados do mercado, por causa da apologia feita a um amigo, piloto judeu.
Em reposta à sugestão de seu editor americano para escrever um livro infantil, Saint-Exupéry elabora os originais de "O Pequeno Príncipe" (1943), a obra mais famosa do autor, uma das mais traduzidas em todo o mundo. No ano seguinte surge "Carta a um refém", mas Zé Perri não tem tempo de conhecer as repercussões do trabalho: a 31 de julho de 1944 levanta vôo de Borgo, na Córsega, sendo abatido pouco depois por um piloto inimigo (possvelmente alemão), quando estava sobre o Mediterrâneo. (CM)



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Obs. As lâmpadas (tratadas na matéria a seguir) que meu avô Juan Carlos comprou são iguais a esta da foto (uma delas).  Andei pesquisando sobre elas e o que descobri é que elas foram fabricadas aproximadamente em 1914, na França.

















27 outubro 2008

Govêrno Encampa Telefônica Catarinense




Junho de 1968... há 40 anos acabava o sonho, o trabalho árduo de homens empreendedores. Pessoas que deram tudo de si, sacrificaram suas famílias, destruíram suas fortunas para construir um novo futuro para Santa Catarina.
E o quê receberam em troca? O esquecimento... aliás, nem tanto, deram à memória de Juan Ganzo Fernandez, uma rua num bairro distante em Florianópolis, e ao meu avô, Juan Carlos, a indenização pela empresa, que nunca chegara a ser paga! Infelizmente esta é a lembrança que restou aos familiares.
Uma história de 40 anos de bons serviços, termina de forma melancólica. Cabendo ao jornal, apenas transmitir o decreto governamental. 
Por esta razão, criei o blog. Irei lutar por uma honrosa celebração da memória a estes homens pioneiros. Florianópolis há de homenagear seus ilustres filhos, mesmo após suas mortes.

26 setembro 2008

A História do Telefone em Santa Catarina - Conclusão


Inauguração da Fábrica de equipamentos telefônicos ERICSSON
São José dos Campos, 5 de novembro de 1955
Diretor da Ericsson, Juan Ganzo Fernandez, S. Taalberg, Welgten e Clausen


Aqui termino de digitar esta brilhante exposição sobre a telefonia no Estado de Santa Catarina, feita por Claudia Gomes de Albuquerque, em seu trabalho de Conclusão do Curso de História da UFSC em 1986.
Interessante notar que algo tão valioso históricamente, não esteja sendo divulgado. Antes de encontrar este material, penei em localizar quaisquer dados sobre a telefonia em Santa Catarina. Parece mentira, mas um feito de tamanha importância para as comunicações no Estado de Santa Catarina, foi abandonado... esquecido numa prateleira de biblioteca.
Há de se lembrar dignamente do Sr. Juan Ganzo Fernandez... um pioneiro em tantos empreendimentos... Também de seu filho, Juan Carlos Ganzo Fernandez, que foi o grande administrador da telefônica aqui em Santa Catarina... de seus irmãos... Juan Edson Ganzo Fernandez, Ramirez Ganzo Fernandez... e tantos outros colaboradores, entre eles Adám Ganzo Duque, que, com sua coragem e obstinação, abandonaram suas origens, suas famílias, para desbravar um novo desafio, num país ou estado desconhecido. 
Lograram êxito... trabalharam muito para que Florianópolis e todo o Estado de Santa Catarina e Rio Grande do Sul fizessem parte do mundo moderno... mas pagaram um alto preço por suas ousadias. 
Hoje, a família Ganzo é esparssa... estamos divididos entre Uruguai, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná... e não nos conhecemos... 
Este é o preço pago pelos pioneiros da Telefonia, Petróleo, Rádio, etc. Abdicaram dos seus para ajudar a tantos outros. Mas amaram o que fizeram... tenho certeza, não se arrependeram.
O maior presente que estes empreendedores nos deram foi poder "falar", falar com o mundo!
E por isso, hoje, na era da internet, precisamos divulgar suas histórias. Não é justo que, tamanho sacrifício seja esquecido da memória do povo catarinense e gaúcho.




CONCLUSÃO


O desenvolvimento da telefonia em Santa Catarina até o surgimento da Companhia Telefônica Catarinense foi mínimo e precário. Uma das razões disso se deve ao pouco incentivo às iniciativas privadas por parte do Governo, que não tinha claro as vantagens do emprego do telefone nos assuntos administrativos, no comércio, na integração territorial e na indústria; além de que nem todos tinham condições financeiras de usufruir do serviço telefônico, o que fazia do telefone um símbolo de status social daqueles que o possuiam. A mudança de visão do Governo passou a mudar só em 1927, quando trouxe para Santa Catarina o Coronel Ganzo Fernandez, um dos melhores técnicos da época no Brasil.

O pioneirismo do Cel. Ganzo, em estender linhas telefônicas por grande parte do território catarinense, em implantar rêdes em várias localidades e em modernizar o sistema, tudo com seus próprios recursos, efetivou o serviço telefônico em santa Catarina e proporcionou um novo ritmo no desenvolvimento do estado.

Com as dificuldades de aperfeiçoar e ampliar o sistema telefônico numa velocidade compatível ao desenvolvimento do estado, com a revolução de 64 e a Política de Segurança Nacional, a encampação da C.T.C. em 1969 se fazia necessária. Porém, sua importância para o estado, em 42 anos de atividade, foi incontestável.

25 setembro 2008

A História do Telefone em Santa Catarina - Final


Churrascada na Conferência de Torres, reunião entre os Governadores de RGS e SC. Juan Ganzo está a direita, e na esquerda aparecem Juan carlos Ganzo Fernandez (3º) e Adán Ganzo Duque (4º).



Introdução

O Telefone

O Telefone no Brasil

O Telefone em Santa Catarina - Parte 1

O Telefone em Santa Catarina - Parte 2


Continuação...

Um dos lemas da Companhia era "ir de encontro às necessidades de expansão do Comércio do estado em geral, tratando de estender linhas e rêdes, apesar do encarecimento de todos os materiais usados e da alta da mão-de-obra." Esta foi uma das razões que a levou, em Setembro de 1940, fazer acôrdo de tráfego mútuo com a Empresa Sul Brasileira de Eletricidades (EMPRESUL), que possuia, na época, 132,919  quilômetros de linhas e 617 aparelhos instalados, sendo, depois da C.T.C., a maior empresa do estado, para resolver o intercâmbio de ligações intermunicipais e urbanas da cidade de Joinville.

O encarecimento dos materiais, que na sua maioria eram importados, e o alto custo da mão-de-obra, não foram as únicas causas que dificultaram as atividades da Companhia. Por muitas vezes ela tinha trechos de sua rêde apresentando defeitos de comunicação por causa dos contínuos roubos de seus fios de cobre, sendo este metal o motivo da cobiça dos ladrões. Para resolver este caso, passou a usar, então, fios de aço nos trechos assaltados. Outras vezes não era só na rêde que sumiam fios de cobre, no mercado eles também faltavam. Um dos maiores problemas da Companhia, por volta dos anos 50, foram as dificuldades de conseguir licença de importação, prejudicando assim, pela falta dos equipamentos, o bom funcionamento de todo o serviço, mas eventualmente foram contornados. As tarifas telefônicas para os serviços urbanos da Capital foram motivos de um outro problema. Por muito tempo a C.T.C. pediu ao Governo que as revisasse, pois passados 30 anos, desde a assinatura do contrato, em 5 de Dezembro de 1927, as tarifas continuavam as mesmas, isto é, até 60$000 para as grandes casas de negócios e 25$000 para particulares. A resposta para a solução deste caso veio em 5 de Novembro de 1956, quando foi renovado o contrato, entre o Governo e a Companhia Telefônica Catarinense, tendo a redação da Cláusula 21ª alterada, de maneira que ficava:

"facultado à empresa concessionária dos serviços telefônicos desta Capital, a periódicamente pleitear junto ao Governo do estado de Santa Catarina, uma justa revisão das tarifas telefônicas desta Capital, para atender a necessidade de melhoramentos e expansão desses serviços, bem assim, quando ocorrer substâncial encarecimento dos materiais e da mão-de-obra."

Além de ter renovado contrato, a C.T.C. marcou sua presença na década de 50, ligando o estado diretamente com o resto do Brasil e do mundo, através da RADIONAL; e também de ter ligado, por microondas, pela primeira vez, Santa Catarina diretamente com o Rio Grande do Sul, cumprindo assim o acôrdo firmado entre os Governadores desses dois Estados na Conferência de Torres em 1956.

A C.T.C. não chegou a automatizar todo o estado, muito menos, como já vimos, de ligá-lo todo. Depois de Florianópolis ter sido a primeira do estado a receber uma central automática, somente 9 anos mais tarde, em 1939, foi instalada a segunda central em Santa Catarina, na cidade de Blumenau. A automatização ocorreu paulatinamente, sendo que em Dezembro de 1959, apenas existiam as seguintes centrais automáticas instaladas pela Companhia, que ao todo representavam um total de 8.138 aparelhos: Florianópolis, Estreito, Blumenau, Itajaí, Lages, Rio do Sul, Brusque, São Francisco do Sul, Canoinhas, Tubarão, Porto União, Mafra, Rio Negro (PR), Caçador, União da Vitória (PR), Laguna, Jaraguá do Sul, São Bento do Sul, Videira, Curitibanos, Ibirama, Indaial, Tangará, Palhoça, Praia de Cabeçudas, Balneário de Camboriú, Biguaçú, Marcílio Dias, Rio Negrinho, Barra do trombudo, Joaçaba, Capinzal.
Mesa Berliner, instalada em Blumenau, 1945


Apesar de todos os esforços em manter e desenvolver o sistema telefônico, a C.T.C. estava com seus dias contados. Com a aceleração do desenvolvimento do estado, principalmente no setor econômico, se fazia necessário que as comunicações telefônicas também se aperfeiçoassem e se ampliassem na mesma intensidade, o que implicava em elevados investimentos, quase impossíveis de serem realizados pela iniciativa privada. A Companhia Telefônica Catarinense passou então a representar um entrave ao desenvolvimento de Santa Catarina, e o Governo do Estado, consciênte da importância da telefonia para a nova realidade catarinense, tomou a decisão de comprar a Companhia.

Em 25 de Janeiro de 1969, em Assembléia Geral Extraordinária, os acionistas da Companhia Telefônica Catarinense aceitaram a proposta do Estado e concordaram em vender seus bens, equipamentos e instalações em serviço.

Em 2 de Abril, o Decreto Federal nº 64.301 (D.O.U. de 07/04/69), autorizou a C.T.C. a vender seu acervo, assim como declarava caducadas as concessões outorgadas a esta Companhia tão logo se efetuasse a transferência dos seus bens ao Estado; dava ainda o prazo de 120 dias para que o Governo estadual estruturasse a empresa estatal substituta, "ao mesmo tempo em que autorizava a executar os serviços telefônicos anteriormente prestados pela C.T.C. enquanto estivesse em processo de organização a empresa estatal." Estas medidas só foram tomadas em 3 de Junho de 1969, quando do cenário catarinense desaparecia a Companhia Telefônica Catarinense, mas não seus feitos, e surgia a Companhia Catarinense de Telecomunicações (COTESC), uma empresa de economia mixta, sob a forma de sociedade anônima, criada através da Lei estadual nº 4.299, de 17 de Abril de 1969 e constituída, definitivamente, em 14 de Julho de 1969, no Governo de Ivo Silveira, que, posteriormente, em Setembro de 1974, no Governo de Colombo Salles, passou a denominar-se: Telecomunicações de Santa Catarina S.A. - TELESC.




A História do Telefone em Santa Catarina - Parte 2


Juan Carlos Ganzo Fernandez (filho do Cel. Ganzo Fernandez), diretor da C.T.C., inspecionando os postes para instalação das linhas telefônicas através do estado de Santa Catarina.


Introdução

O Telefone

O Telefone no Brasil

O Telefone em Santa Catarina - Parte 1





COMPANHIA TELEFÔNICA CATARINENSE (C.T.C.)


No dia 27 de maio de 1927, o jornal "O Estado" publicou uma pequena nota:


"A Empresa telefônica está restabelecendo as suas linhas e examinhando os apparelhos, afim de regularizar todo o serviço. É essa medida acertada, que visa satisfazer todos os assignantes, evitando reclamações."

Com a Capital do Estado sofrendo com as irregularidades do serviço da Empresa Trinks, Ehlke & Cia, bem como, todo o estado que não contava com nenhum serviço telefônico em seus municípios  e entre eles, com excessão de Blumenau e Joinville, era chegada a hora do Governo tomar providências necessárias para fazer Santa Catarina "falar".

A solução para o problema estava no estado vizinho, o Rio Grande do Sul, onde atuava, desde o começo deste século, a Companhia Telefônica Riograndense, de propriedade do Coronel Juan Ganzo Fernandez. "Empresa próspera e sólida", que dotou Porto Alegre da única central automática da América do Sul, se bem que em Rosário de Santa fé, na Argentina, também existia o serviço automático, mas bem menos aperfeiçoado; e que em julho de 1927 tinha, só naquele estado, 214 localidades unidas por telefones e 1780 empregados. Era esta Empresa com que Santa Catarina podia ter a chance de contar, com competência, tecnologia avançada e solidez econômica.

Foi a convite do Governador do Estado de Santa Catarina, Dr. Adolpho Konder, e do então Ministro da Viação, Dr. Victor Konder, que o Cel. Ganzo Fernandez decidiu vir para Santa Catarina, fixando residência em Florianópolis, de onde nunca mais saiu, afim de instalar uma Estação rádio-telegráfica, na Capital, e, principalmente, de implantar um sistema telefônico no estado. Sua chegada ao estado não sabemos ao certo o ano, pois de acordo com as fontes obtivemos duas datas: 1925 e 1927. Em todo caso podemos dizer que o Cel. Ganzo Fernandez chegou a Santa Catarina por volta de 1926.

O primeiro passo dado foi a instalação da Estação rádio-telegráfica, em Florianópolis, da Companhia Telefônica Riograndense, que realizou toda a obra com sua própria aparelhagem, sem auxílio e sem subvenção oficial. A inauguração da Estação se deu em 7 de julho de 1927, na praça XV de Novembro, nº 8, tendo o Cel. Juan Ganzo Fernandez como chefe da Estação e o Dr. Carlos Wendhausen como representante da firma na Capital. À solenidade marcaram presença: Dr. Adolpho Konder, Governador do Estado, acompanhado das suas casas civil e militar; Dr. Henrique Fontes, secretário da Fazenda e Obras Públicas; Dr. Cid Campos, Secretário do Interior; Medeiros Filho, Chefe da Polícia; Dr. Heitor Blum, Superintendente municipal; Coronel Lopes Vieira; Coronel Abdon Arroxllas, Inspetor da Alfândega; Coronel Mário Abreu, Delegado fiscal; Miguel Antomades, Vice-cônsul da Grécia; Dr. Willy Hoffmann, engenheiro da firma Hoepcke & Cia; Dyonísio Sousa, Chefe do serviço de rádio; Pe. Dr. Zartmann, Diretor do Ginásio Catarinense, e outros.

Depois de vencer a concorrência pública para implantar um sistema telefônico no estado, em 5 de Dezemmbro de 1927 o Cel. Ganzo Fernandez firmou contrato com o Governo de Santa Catarina para que sua firma, a Companhia Telefônica Catarinense, que não tinha nenhuma ligação com a Companhia Telefônica Riograndense, explorasse os serviços de comunicação telefônica e fonográfica intermunicipais, bem como o serviço telefônico da Capital do Estado e seu Município, de acordo com a Lei nº 1578, de 21 de Setembro de 1927, por não mais de 35 anos.

Além de explorar os serviços intermunicipais, a Lei também permitia à empresa explorá-los nos outros municípios do estado, desde que:

"Parágrafo Único - Si a exploração fôr feita dentro do mesmo município, cabe aos municípios conceder os respectivos privilégios."

As primeiras cidades a serem ligadas à Capital, pela C.T.C. foram Itajaí, Blumenau, Joinville e Laguna, através de linhas telefônicas, e Lages, atarvés de rádio. A construção  da rêde foi iniciada em 22 de Dezembero de 1927, dirigindo-se para Laguna por São José, Palhoça, Massiambu e Paulo Lopes, e para Itajaí, Brusque , Blumenau e Joinville, passando por Biguaçú, Tijucas, Itapema e Gaspar.

Os serviços telefônicos e fonográficos passaram a funcionar em meados de 1928, logo após estabelecida a primeira linha telefônica, a Florianópolis-Joinville, unindo São José, Biguaçú, Tijucas, Itajaí, Gaspar, Blumenau e as demais localidades intermediárias, e também Palhoça. No ano seguinte, o estado já contava com o funcionamento de 23 estações, ligadas entre si por uma rêde de 800 km, atravessando 14 municípios.

à medida em que as linhas eram instaladas, iam sendo observadas as vantagens oferecidas pelas comunicações telefônicas inter-municipais, despertando com isso, especial interesse dos poderes municipais, e suas respectivas populações, pela realização desses serviços nos municípios que ainda não os possuiam.

Os fonogramas, que já eram conhecidos no Rio Grande do Sul, foram uma das novidades trazidas para Santa Catarina pelo Cel. Ganzo.

Os fonogramas eram telegramas telefônicos. Obedeciam o mesmo sistema dos telegramas comuns, mas com a diferenca de serem mais rápidos, custarem  a metade da taxa de um telegrama e de serem, absolutamente, sigilosos. Eles eram feitos da seguinte maneira: entregava-se, no guichet da Central, o original, pagava-se a taxa e o fonograma era expedido pelos aparelhos telefônicos para a localidade do seu destino. Lá, era entregue ao destinatário, fechado.

Além dos fonogramas, as linhas intermunicipais se destinavam também as "conferências telefônicas". A pessoa que desejasse falar, de Florianópolis, com uma outra pessoa em Joinville, pedia a ligação, de sua casa ou da Central. Previamente era enviado um aviso, por fonograma, à pessoa com quem desejasse falar, marcando a hora para a conferência. A taxa a ser paga era contada por minuto.

"Entre apparelhos de dois (2) assignantes até 20 kilometros de distância por três minutos 1$000
Por minuto seguinte $400
Por mais 10 kilometros ou fracção por três minutos $200
Por minuto excedente $400"

De acordo com o contrato, o serviço na cidade e município de Florianópolis só podia começar quando terminasse o prazo de concessão da empresa telefônica que funcionava alí. Como o contrato da Trinks, Ehlke & Cia foi assinado em 2 de Julho de 1908 e terminaria 20 anos depois, a contar daquela data, é bem provável que a C.T.C. só começou suas atividades pelas proximidades de Julho de 1928. É o que também nos leva a crer a Mensagem do Dr. Adolpho Konder à Assembléia Legislativa em 29 de Julho de 1928, onde ele declara:

"No município da Capital foi construida, e já se acha funcionando, uma linha para a praia do Campeche, que serve ao aeródromo da Companhia de Aviação Latecoère; e já estão sendo preparados os materiais destinados à rêde urbana, que obedecerá ao systema automático."

A implantação do sistema automático de transmissão em Florianópolis só se concretizou em 1930, também fazendo parte das obrigações contratuais. Entretanto, foi dado ao concessionário a faculdade de e3stabelecer outros sistemas mais baratos, como uma medidad de manter os
 serviços funcionando, enquanto o sistema automático não era ativado, e de favorecer a população que não tinha meios de adquirir, tão cedo, um aparelho deste novo sistema que custava 15 vezes mais que um aparelho de sistema manual.

O sistema automático foi outra das novidades introduzidas em Santa Catarina pela C.T.C. Este sistema dispensava, definitivamente, o emprego de funcionários para fazer as ligações. Bastava o ususário, tão somente, girar o disco de algarismos de 1 a 0, junto ao aparelho, combinando-os de maneira a obter o número desejado, para que a ligação fosse feita, em poucos segundos. Para desligar era só tocar no gancho.

O sistema, segundo o Cel. Ganzo Fernandez, era "tão perfeito que quando, porventura, algum defeito na linha se manifesta, uma lâmpada se acende, diante do operador. A côr da luz que apparece varia conforme a natureza do defeito. Assim, pois, si se trata de um curto circuito, a luz será vermelha, por ex; si um fio desligado, azul, etc. No local em que o defeito se encontra
 existirá uma pequena faísca da mesma côr da lâmpada que deu o sinal".

Em 21 de Setembro de 1930, às 14 horas, na Praça XV de Novembro, nº 8, cumpriu-se o contrato da Companhia Telefônica Catarinense com a inauguração da Central Automática de Florianópolis. Esta cidade passava a ser, então, a 20ª do mundo que possuia este serviço, e a 5ª do Brasil que o inaugurava.

Nesta mesma ocasião inaugurou-se também a rêde telefônica subterrânea da Capital e as linhas interurbanas, ligando Florianópolis a: par o Norte - Biguaçú, Tijucas, Camboriú, Itajaí, Brusque, Gaspar, Blumenau, Itoupava Seca, Indaial, Timbó, Jaraguá do Sul, Hansa, Joinville, Parati e São Francisco -, para o Sul - Estreito, São José, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz, Paulo Lopes, Laguna e Tubarão.

À inauguração estiveram presentes: Dr. Antônio Vicente Bulcão Vianna, Presidente do Estado; Dr. Fulvio Aducci, Presidente eleito de Santa Catarina; Dr. Adolpho Konder, Senador; Dr. Heitor Blum, Prefeito da Capital, entre outros.

Pouco à pouco, a C.T.C., com seus próprios recursos, ia estendendo sua rêde, sempre por linhas físicas, por quase todo território catarinense, como podemos notar no quadro abaixo e no quadro do anexo 6. Não podemos deixar de chamar a atenção para duas cidades paranaenses - Rio Negro e União da Vitória - que fazem parte deste último quadro. Infelizmente, nada podemos dizer a respeito de suas presenças na rêde intermunicipal de Santa Catarina e, consequentemente, da saída da Companhia do território catarinense.





Continua...

24 setembro 2008

A História do Telefone em Santa Catarina - Parte 1


Juan Ganzo Fernandez, sem chapéu, em primeiro plano, durante as instalações de linhas telefônicas para o interior do Estado de Santa Catarina. Anos 30.


Introdução

O Telefone

O Telefone no Brasil




O TELEFONE EM SANTA CATARINA


OS PRIMEIROS PASSOS


O telefone não tardou em aparecer em Santa Catarina.

Um ano após a instalação dos primeiros aparelhos no Brasil, Desterro (antigo nome de Florianópolis) teve o privilégio de presenciar a primeira experiência feita com o telefone em Santa Catarina. Privilégio este que se não fossem duas pequenas notícias em dois jornais locais, dos três que existiam, "O Despertador" e "O Conservador", o fato passaria despercebido.

Na noite do dia 26 de julho de 1878, durante o Governo do Dr. Lourenço Cavalcanti de Albuquerque, o Sr. Cavalcanti, chefe da estação telegráfica da Capital da província, convidou a população para assistir a experiência, que foi feita ligando a estação telegráfica, no Largo do palácio, à estação do Estreito, o que equivalia, mais ou menos, a dois mil metros.

Várias pessoas tiveram a oportunidade de falar ao aparelho e todos que ali estavam presentes puderam ouvir as perguntas e as respostas transmitidas de forma clara e distinta, "como se estivessem conversando n'uma distância de 20 a 30 metros".

Segundo os jornais, o Sr. Cavalcanti tencionava fazer uma nova experiência entre a estação do Estreito e a de Laguna, por ser a distância maior, porém, não conseguimos comprovar se o teste foi feito.

Após este primeiro contato da população com o telefone, o desenvolvimento da telefonia em santa Catarina seguiu a passos lentos e de forma precária.

A primeira concessão, para instalar linhas telefônicas no Desterro, foi dada a Arthur Teixeira de Macedo através do Decreto Imperial nº 8.458, de 18 de Março de 1882, de conformidade com as bases aprovadas pelo Decreto nº 8.453 A, que estabelecia as cláusulas do contrato. segundo este Decreto, a concessão era de 15 anos, durante os quais não poderia ser autorizada empresa idêntica a se estabelecer dentro da mesma circunscrição. Examinando os jornais da época, apesar da maioria não ter edições periódicas, não existe neles qualquer menção a respeito, seja da concessão, seja de alguma tentativa de assentamento de linhas telefônicas; o que nos leva a crer que a concessão tenha caducado, no máximo, depois de um ano da publicação do Decreto de
concessão, segundo a cláusula 16ª, que dizia:

"Caducará a concessão:

1º Si o assentamento das linhas não estiver começado dentro do prazo de seis mezes, contados da publicação do respectivo decreto.
2º Si dentro de um anno contado da mesma data não se tiver concluido o assentamento das linhas".

Corroborando o caduamento da concessão está o fato de que só a 24 de Março de 1884 foram instaladas as primeiras linhas telefônicas em Santa Catarina, na Capital, ligando vários orgãos provinciais. Os aparelhos do sistema Adler, os mais aperfeiçoados da época, foram instalados no palácio da presidência, na tesouraria geral e provincial e na secretaria da polícia, sendo que o palácio da presid~encia servia como estação central das linhas, equipado com um comtador, mediante o qual as estações podiam falar entre si alternadas ou simultâneamente.

Os telefones encomendados pelo então Presidente da província, Dr. Francisco Luiz da Gama Rosa, tiveram problemnas nas suas instalações, pois não vieram acompanhados das instruções orientadoras do fabricante, além de que não existia na cidade nenhum conhecedor de telefonia. Por fim, depois de estudos e tentativas chegou-se a um resultado favorável graças a dois empregados do telégrafo do Estado, os Srs. Wernek e Lima.

Segundo "O Despertador" não era preciso
"fallar alto para que se ouça nitidamente as palavras, podendo, distinguir-se perfeitamente as pessoas que fallam, pelo timbre da voz peculiar a cada uma.
Todos os ruidos produzidos nas proximidades do apparelho, como risos, sons musicaes, etc, são transmittidos fielmente pelo instrumento".

O fato da insatlação dos telefones tomou uma certa notoriedade quando o jornal "Correio da Tarde", usando o telefone como pretexto para criticar a administração governamental, começou uma peleja com o jornal "O Despertador" que elogiava o procedimento do Dr. Gama Rosa. enquanto o "Correio da Tarde" dizia:

"ainda mesmo que a província estivesse nas melhores condições possíveis, um administrador sensato e que compenetrasse do alto cargo de que se acha revestido, não mandaria assentar linhas telephonicas nas repartições públicas, por ser uma cousa completamente inútil, de mero luxo aqui".

"Mas o que s. ex. queria com os telephones era uma distração para si e os seus meninos; alcançou o que ardentemente desejava; está satisfeitíssimo. Que digam as repartições públicas constantemente interrompidas em seu expediente, com detrimento do serviço público, o quanto s. ex. tem pagodeado!
Eis a grande vantagem que nos trouxe o telephone e pela qual o povo catharinense deve exultar de contentamento."

O "O Despertador" rebatia:

"O seu funccionamento nos estabelecimentos públicos não pode pertubar em cousa alguma os respectivos trabalhos, tornando-os, pelo contrário, mais accelerados e promptos pela facilidade em se obterem informações immediatas. Admira que se possa pensar diversamente.
E tanto é reconhecida a utilidade desse novo e admirável apparelho, que elle está sendo geralmente adoptado em todo o mundo, servindo grandemente às relações sociaes de todo gênero."

Diante de pontos-de-vista tão antagônicos, somente o tempo poderia ou não dar razão ao procedimento do Dr. Gama Rosa e as opiniões daqueles, que como "O Despertador", acreditavam, no valor do telefone.

E assim aconteceu quando em 6 de Outubro de 1887, através da Lei nº 275, o Estado de Santa Catarina concedeu privilégio por 25 anos a Alexandre Grandemagne e Gervásio Bortoluzzi para estabelecerem uma linha telefônica entre Tubarão e Araranguá - a primeira linha interurbana que temos conhecimento; quando, em 1903, a Câmara Municipal de Florianópolis concedeu a Valentim Uriz Erdosaim, direito de uso e gozo de uma rede telefônica no minicípio - não sabemos se a rêde foi instalada; quando, em dezembro de 1905, todas as providências estavam sendo tomadas para estabelecer uma estação telefônica, a primeira, em Painel, distrito de Lages, e, finalmente, quando, em 1907, o serviço público da Capital reclamava a instalação de aparelhos telefônicos nas repartições para dar maior rapidez as providências por elas tomadas,
confirmando assim, 23 anos depois, as opiniões do "O Despertador".

Da concessão municipal a Valentin Uriz Erdosaim, em 1903, pouco sabemos, mas provavelmente, deve ter caducado, cremos, 6 meses após assinado o contrato, se nos basearmos no contrato de concessão de 2 de Julho de 1908, firmado entre a Câmara Municipal de Florianópolis e o concessionário Carlos A. Reis para instalação, exploração e monopólio de uma rêde telefônica, nesta cidade, por 20 anos.

Por motivos desconhecidos, Carlos A. Reis transferiu a concessão em 17 de Agosto de 1908 à firma Grossembacher & Trinks, de Joinville. A mesma firma, que através da Lei nº 804, de 8 de Setembro de 1908, recebeu, também, do Governador do Estado Gustavo Richard privilégio por 20 anos para instalar uma rêde telefônica que, partindo do município de Joinville, ligasse os municípios de São Francisco do Sul, Parati (atual Araquari), Campo Alegre e São Bento.

Representada por Paulo Trinks em Florianópolis, a empresa em 4 dias, após a transferência, já se manifestava através de jornal, oferecendo seus serviços ao público, seja a particulares, associações, casas comerciais ou estabelecimentos públicos. Em Janeiro de 1909, Florianópolis já constava com 122 telefones instalados, número que pouco se alterou até 1915, quando apareceu a primeira lista telefônica do município, talvez a primeira do estado, aumentando para 257 assinaturas, quando Florianópolis constava com, aproximadamente 40.000 habitantes.

Grossembacher e Trinks foram dois nomes que ficaram ligados à telefônia do estado até 1932. Em Florianópolis, a sociedade Grossembacher & Trinks desapareceu antes de 1915, surgindo a sociedade Paulo Trinks e Ehlke, que a partir de 1º de Janeiro de 1922 passou a ser Trinks, Ehlke & Cia, quando a Paulo Trinks e Paulo Ehlke juntou-se Henrique Stamm, e que se dissolveu em 12 de Julho de 1928.

Sobre a firma Grossembacher & Trinks em Joinville, os documentos que a Junta Comercial do Estado dispõe, e que datam desde 1926, nos levam a crer que a firma continuou até 1932, formada por Gustavo Grossembacher e Adolfo Trinks, quando se dissolveu.

Nossas imprecisões a respeito das sociedades comerciais se originam da falta de documentos na Junta Comercial do Estado, que em 18 de Fevereiro de 1919 foi destruida num grande incêndio, resultando daí o desaparecimento de todos os registros de firmas comerciais deste Estado.

Uma análise dos dados disponíveis sobre a empresa Grossembacher & Trinks nos levam a presumir que Paulo e Adolfo Trinks formavam com Gustavo Grossembacher a sociedade. Pouco antes de 1915, Paulo trinks saiu da firma, recebendo, por acôrdo, a concessão municipal de Florianópolis, pertencente a Grossembacher & Trinks, como pagamento de seu capital na empresa. Paulo Trinks fêz então sociedade com Paulo Ehlke, e que mais tarde se transformou em Trinks, Ehlke & Cia. Enquanto isso, em Joinville, Gustavo Grossembacher e Adolfo Trinks continuavam com a sociedade, até 1932, de posse, agora também, de uma concessão municipal, de 13 de Abril de 1917, desta mesma cidade.

Uma idéia do que era a telefonia, em 1913, em Santa Catarina podemos ter no quadro abaixo, que não se modificaria muito nos próximos 14 anos, até a data da implantação da Companhia Telefônica Catarinense, pelo Coronel Juan Ganzo Fernandez, em 1927. E que só
Joinville, Blumenau e Florianópolis "constavam com serviço telefônico no estado, que era prestado por centrais locais, funcionando manualmente".


A implantação de um sistema telefônico intermunicipal no estado se fazia necessário a medida que a população se expandia e em face do aumento da economia. Tornava-se assim fundamenental as trocas de informações entre os catarinenses para que houvesse maior integração social, mais rapidez nas transações comerciais e maior agilidade nos serviços da administração pública.

Tentativas foram feitas como a de 1914, a primeira, que através da Lei nº 1001, de 10 de Outubro, o Governador do Estado de Santa Catarina, Coronel Felipe Schmidt concedia privilégio a José O'Donnel, ou empresa que organisasse, para estabelecer linhas telefônicas entre todos os municípios do estado por 20 anos, e a de 1924, em que o governador Dr. Hercílio Pedro da Luz concedia, em 8 de Maio, à Companhia Tracção, Luz e Força de Florianópolis privilégio exclusivo para instalar e explorar os serviços de telefones urbanos e suburbanos em todo o estado catarinense, mediante a condição de ligar os municípios à rêde geral. Porém, esta Companhia desistiu do privilégio em 17 de Janeiro de 1927.

Mas foi neste mesmo ano de 1927, com a instalação da Companhia Telefônica Catarinense, que se pôs fim a deficiência de comunicação nos municípios e entre eles.



A História do Telefone em Santa Catarina - O Telefone no Brasil


O TELEFONE NO BRASIL


Logo após a chegada de D. Pedro II ao Brasil, em 1877, foi inaugurado o serviço telefônico com a instalação das primeiras linhas, interligando o Palácio da Quinta da Boa Vista (atual Museu Nacional) com as residências dos Ministros de Estado, utilizando telefones montados no Rio de Janeiro pela "Western and Brazilian Telegraph" - Cabo Submarino.

Despertando o interesse do comércio e da indústria, antes que findasse 1877, a casa comercial "Ao Rei dos Mágicos", na rua do Ouvidor nº 116, da firma Rodde & Chaves, começou a fabricar telefones seguindo as descrições da gazeta francesa "Lumière Electrique", e estabeleceu uma linha telefônica pública dêste estabelecimento ao Corpo de Bombeiros.

A primeira concessão para construir e explorar linhas telefônicas no Brasil foi dada, em 15 de Novembro de 1879. através do Decreto nº 7539, a Charles Mackie, que a teve caducada. Mas, tendo formado, em 13 de Outubro de 1880, em Nova York, uma sociedade por ações denominada "Telephone Company of Brazil", Charles Paul Mackie requereu nova concessão, que foi obtida em 17 de Abril de 1881 pelo Decreto nº 8065, para prestar serviço telefônico na Corte. Em seguida a esta concessão, o Imperador baixou a Circular de 11 de Agosto de 1881, dando ao Governo o direito de conceder a instalação de linhas telefônicas, mesmo que para uso particular das localidades, uma vez que estas se achavam em iguais condições às linhas telegráficas, que pertenciam ao domínio exclusivo do Estado.

Novas concessões se seguiram, e tendo surgido os primeiros problemas relacionados com a instalação e exploração das linhas, o Imperador baixou o Decreto nº 8453 A, de 11 de Março de 1882, estabelecendo as bases para a concessão de linhas telefônicas.

Com a proclamação da República e com as Constituições que se seguiram, o poder para a exploração dos serviços ficou dividido entre o poder municipal, quando o serviço telefônico se restringia ao município, o poder estadual, quando o serviço fosse entre municípios do estado, e o poder federal, quando o serviço fosse interestadual e internacional.

Procurando institucionalizar as telecomunicações, o Governo Federal, em 1962, resolveu criar o Código Brasileiro de Telecomunicações, através da Lei nº 4117, de 27 de Agosto de 1962.

O Código Brasileiro de Telecomunicações fixou uma política e criou um orgão para executá-la, o Conselho Nacional de Telecomunicações - CONTEL, que através de sua Secretaria Executiva, o Departamento Nacional de Telecomunicações - DENTEL, elaborou o Plano Nacional de Telecomunicações, fixando as normas nacionais, que promovem o desenvolvimento, fiscalizam as concessões e propõem as tarifas a serem pagas pela execução dos serviços, na área da Telecomunicações.

Os serviços telefônicos, porém, não acompanhavam o ritmo de desenvolvimento do país. Com o crescimento das cidades e da população, "exigia-se maior número de comunicações e as centrais telefônicas passaram a operar com carga de tráfego superior ao seu dimensionamento."

Em Setembro de 1965 foi criada a Empresa Brasileira de Telecomunicações - EMBRATEL - com o objetivo de instalar e explorar os grandes troncos de microondas integrantes do Sistema Nacional de Telecomunicações, e as suas conexões com o exterior. Para executar os programas da EMBRATEL, foi criado, então, o Fundo Nacional de Telecomunicações.

Um ano depois, o Governo estatizou a Companhia Telefônica Brasileira (C.T.B.) e suas associadas,a  Companhia Telefônica de Minas Gerais (C.T.M.G.) e a Companhia Telefônica do Espírito Santo (C.T.E.S.), pertencentes à Brazilian Traction, de capital canadense, que funcionva no Brasil desde 1912.

Em 13 de Fevereiro de 1967, o Governo Federal, através do Decreto-Lei nº 162, transferiu para a União o poder de explorar os serviços telefônicos dos municípios.

E neste mesmo ano extinguiu-se o Ministério da Viação e Obras Públicas e foi criado, em seu lugar, o Ministério dos Transportes e o das Comunicações, que ficou constituido pelo CONTEL, DENTEL, ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) e EMBRATEL.



30 agosto 2008

Desvendando a Árvore Genealógica - Juan Carlos Ganzo Fernandez


Juan Carlos Ganzo Fernandez, nasceu, segundo sua certidão de nascimento, em 5 de fevereiro de 1892. É engraçado, pois sempre comemorou-se o seu aniversário dia 3 de fevereiro...
Juan Carlos primeiramente casou-se com Corina. Deste casamento, teve uma filha, Francy Ganzo Fernandez (25/9/1924). Francy casou-se com Jorge Henrique Weickert (21/4/1914) e com ele teve dois filhos... Luiza Maria Ganzo Weikert e Jorge Carlos Ganzo Weickert. Luiza caso com Raul Caldas Filho e tiveram 3 filhos... Ricardo, Corina e Maria Luiza.
Jorge Carlos casou-se com Alyson Elizabeth Rosalind Steele e tiveram três filhos... Jessyca , Lizzy Claire e John Paul.
Juan Carlos Ganzo se separou de Corina ainda muito cedo, e se apaixonou por Albertina Saikowska, uma garota jovem, de origem russa, bailarina do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
Casaram-se no Uruguay, e em Florianópolis vieram morar. Desta união, nasceram Clorinda Ganzo Fernandez (8/1/1938) e Carlos Alberto Ganzo Fernandez.
Oficializaram a união no Brasil, apenas em 1963, após o falecimento de sua 1ª esposa, Corina.
Sua filha, Clorinda Ganzo, casou-se com Dalby Verani Pereira e desta união, nasceram 6 filhos... Carlos Dalby, Ricardo, Roberto, Marcelo, Marcos e Maurício Ganzo Pereira.
Carlos Alberto Ganzo Fernandez casou-se com Carlota da Costa e desta união, nasceram 3 filhos... Adriana, João Alberto e Carlos Eduardo da Costa Ganzo Fernandez.

Juan Carlos Faleceu em 24 de julho de 1982, aos 90 anos em Florianópolis.


Obs. Foto menor, família Ganzo Pereira.Foto de fevereiro de 1973. Juan Carlos Ganzo Fernandez e seus filhos, Francy, Clorinda e Carlos Alberto. Da esquerda para a direita: Carlota da Costa, Carlos Alberto, Juan Carlos, Jorge Carlos, Francy, Clorinda e Ricardo Ganzo Pereira. As crianças da esquerda pra direita: Carlos Eduardo, João Alberto, Adriana da Costa Ganzo Fernandez e Maurício Ganzo Pereira. As outras duas crianças não identifiquei.