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24 agosto 2015

Há um século no Correio do Povo... 16 de maio de 1915

GRANDE DESASTRE

Porto Alegre é scenario do primeiro desastre de aviação

O Coronel Ganzo e o aviador Barrow

*Como é de domínio geral, saíram, há dias, de Pelotas, com destino a esta capital, por via aérea, o aviador inglez Barrow e o coronel Juan Ganzo Fernandez, proprietário do Jardim Zoologico, onde o aeroplano "Blériot" devia fazer "aterrissage".
Por um desarranjo no motor, viram-se obrigados a aterrar em S. lourenço, onde foram alvos de grandes manifestações.
Naquela localidade, demoraram-se alguns dias os arrojados viajantes, para procederem a concertos no aparelho. Promptos estes, hontem pela manhã, com destino a esta capital o aviador Barrow e o coronel Ganzo levantaram vôo.
Entre aclamações enthusiasticas da população, o "Blériot" ergueu-se do sólo, levantava-se, fugia da terra, e depois de descrever uma grande volta por sobre a povoação tomou rumo a esta capital.
A viagem se fez sem acidentes até que, pela altura da Barra do Ribeiro o aviador Barrow começou a notar que o motor não funccionava com a devida regularidade.
Como piloto arrojado e conhecedor profundo da sua arte, e possuidor de um sangue frio admirirável, Barrow não perdeu a calma e, dizendo ao seu companheiro que se mantivesse firme, começou a executar diversas manobras, com o fim de regularizar o funccionamento do seu aparelho. Vinham já atravessando o Guaiba quando o motor parou subitamente. Barrow demonstrando um sangue frio e uma coragem inaudita, conseguiu fazer o motor funcionar novamente, depois de executar voluntariamente um "loop de looping", que em outra ocasião seria de uma beleza admirável. Hontem, ás 18 horas voavam por sobre a cidade, numa altura aproximadamente de 250 metros, quando movimentando uma das alavancas, Barrow percebeu que o leme não funcionava. O aparelho inclinou-se para a esquerda, o motor cessou de funcionar, e o "Blériot" despencou-se daquela enorme altura, indo cair despedaçado ao sólo, num poltreiro existente nas proximidades do Colegio Militar. Por uma causa verdadeiramente inexplicável, não teve o desatre consequências funestas.
Os dois tripulantes do avião foram encontrados desacordados entre os frangalhos do apparelho. Um repórter do Correio que acidentalmente se encontrava pelas imediações, foi o primeiro a chegar ao local do sinistro. Momentos após, o coronel Ganzo abria os olhos vendo ao seu lado o nosso representante, que procurava reanima-lo, disse-lhe: Felizmente não foi nada além do susto. Eu até já esperava por esta. Olhe, quer ver? Foi uma aposta. Veja o que está escripto aqui.
O nosso repórter tomou um envelope que lhe entregava o coronel Ganzo e em que estava escripto:
"A Agencia Commercial dos srs. Antunes e Filho, na Galeria Municipal ns. 51 e 53 é a única como em todo o Brazil que faz propaganda pelo systema americano.
Quem quizer fazer annuncios eficazes, que procure aquelle estabelecimento."

Obs. Agradeço a colaboração do sr. Rui, nosso vizinho do apartamento da praia.

29 fevereiro 2012

Biografia sobre Radiodifusores - Juan Ganzo Fernandez

JUAN GANZO FERNANDEZ
05.10.1872 - 02.04.1957
Juan Ganzo Fernandez, espanhol, nascido nas Ilhas Canárias, Las Palmas, a 5 de outubro de 1872, falecido a 2 de abril de 1957, em Florianópolis-SC, onde está sepultado, fez estudos preparatórios em Montevidéu, especializando-se em eletricidade. Muito jovem ainda, passou a dedicar-se à técnica das comunicações por telefone, tendo instalado linhas em San José e ligado a Montevidéu os centros telefônicos de Canelones, Florida e Santa Lúcia. Por ser filiado ao Partido Nacional (Blanco), tomou em armas em 1897. Feita a paz, voltou às atividades empresariais, tendo instalado telefones em Melo e no Departamento de Cerro Largo. A convite do Doutor Carlos Barbosa, em 1900, instalou serviço de telefones em Jaguarão; em 1901, teve igual encargo em Erval e em Bagé, tendo promovido a ligação telefônica de Bagé com Melo, no Uruguai. Em 1902, empreitou a instalação de telefones em Dom Pedrito e em São Gabriel. Com um intervalo guerreiro em 1904, dado que acompanhou a nova revolução de Aparício Saraiva naquele ano, voltou o Coronel Juan Ganzo Fernandez ao Rio Grande do Sul, onde ampliou as ligações telefônicas entre Rio Grande e Pelotas, instalou telefones em São Lourenço do Sul, em Cruz Alta e em Santa Cruz do Sul. Em 1906, estaria novamente em Montevidéu, onde, associado a grupos financeiros, fundou a firma Ganzo, Durruty & Cia., criando condições econômicas para uma ampliação de suas atividades. Depois de uma viagem à Europa, para adquirir materiais e assimilar novas técnicas, fundou em Porto Alegre, em 1907, a Cia. Telefônica Rio-Grandense, logo incorporando as existências da antiga União Telefônica, que funcionava como concessionária dos serviços desde 1886. Desenvolvendo os serviços e aplicando nova tecnologia, a Cia. Telefônica introduziu em 1922 os telefones automáticos, estabeleceu o serviço de ligações intermunicipais entre a Capital e vários pontos do Estado, um departamento de fonografia e um serviço rádio-telefônico entre Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro. No ano de 1927, o Coronel Ganzo vendeu o acervo da Cia. Telefônica Rio-Grandense à ITT (International Telegraph and Telephone), continuando, porém, como seu diretor, até 1940, quando transferiu residência para Florianópolis-SC.
Além de haver tomado parte em numerosas iniciativas do setor de eletricidade e indústria fabril, o Coronel Juan Ganzo Fernandez se assinalou em Porto Alegre pela inauguração, a 7 de setembro de 1924, da Rádio Sociedade Riograndense, pioneira emissora de radiodifusão no Rio Grande do Sul, e fundação de um Jardim Zoológico em sua propriedade denominada "Vila Diamela", à Avenida Getúlio Vargas, no bairro Menino Deus. Esse Zoológico, que funcionou a partir de 1913 pelo espaço de alguns anos, reunia, a princípio, multidões de frequentadores. Em sua homenagem existe, aqui em Porto Alegre-RS, a Avenida Ganzo, que foi aberta nos terrenos da Vila Diamela.
O nome de Vila Diamela era em homenagem a filha do Cel. Juan Ganzo Fernandes, Diamêla Ganzo Fernandez. A senhorita Diamêla, por ocasião da inauguração da Rádio Sociedade Riograndense, a 7 de setembro de 1924, interpretou "A Canção da Saudade", de Olegário Mariano.

10 outubro 2011

Impressões do Brazil no Seculo Vinte

Impressões do Brazil no Seculo Vinte - [41-D]

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Clique nesta imagem para ir ao índice da obraAo longo dos séculos, as povoações se transformam, vão se adaptando às novas condições e necessidades de vida, perdem e ganham características, crescem ou ficam estagnadas conforme as mudanças econômicas, políticas, culturais, sociais. Artistas, fotógrafos e pesquisadores captam instantes da vida, que ajudam a entender como ela era então.
Um volume precioso para se avaliar as condições do Brasil às vésperas da Primeira Guerra Mundial é a publicação Impressões do Brazil no Seculo Vinte, editada em 1913 e impressa na Inglaterra por Lloyd's Greater Britain Publishing Company, Ltd., com 1.080 páginas, mantida no Arquivo Histórico de Cubatão/SP. A obra teve como diretor principal Reginald Lloyd, participando os editores ingleses W. Feldwick (Londres) e L. T. Delaney (Rio de Janeiro); o editor brasileiro Joaquim Eulalio e o historiador londrino Arnold Wright. Ricamente ilustrado (embora não identificando os autores das imagens), o trabalho é a seguir reproduzido, em suas páginas 821 a 828, referentes ao Estado (ortografia atualizada nesta transcrição):




Companhia Telefônica Rio-Grandense - O serviço de comunicações telefônicas no estado do Rio Grande do Sul foi iniciado pela Empresa Industrial Construtora do Rio Grande do Sul, proprietária dos centros telefônicos estabelecidos nas cidades de Pelotas, Rio Grande e Porto Alegre, e bem assim dos privilégios concedidos pelas extintas Câmaras Municipais das três cidades, constantes dos contratos que adquiriu. O da cidade de Porto Alegre é datado de 8 de março de 1884 e o da do Rio Grande de 27 de maio de 1885, ambos por 15 anos; e o da de Pelotas é datado de 13 de outubro de 1886, por dez anos. Todos esses privilégios foram aprovados pela Assembléia Legislativa da antiga província.
Para comprar o acervo daquela empresa, organizou-se em Pelotas, a 24 de maio de 1895, uma sociedade anônima de responsabilidade limitada, sob a denominação de Empresa União Telefônica, com o capital de Rs. 500:000$000, que foi, mais tarde, elevado a Rs. 600:000$000. Esta sociedade continuou explorando, sem concorrentes, os serviços de sua antecessora nas três cidades acima mencionadas, até que, tendo já há muito expirado o prazo do privilégio que possuía, o coronel Juan Ganzo Fernandez, proprietário de diversos centros telefônicos em várias localidades do estado, obteve em 1906, da Intendência Municipal de Pelotas e da de Rio Grande, concessões para instalar centros telefônicos nessas duas localidades.
Estabelecidos tais centros e após um ano de funcionamento, solicitou a Sociedade concessão para instalar um novo centro na capital do estado. Havendo o coronel Ganzo Fernandez, para continuação desse e outros negócios, organizado a firma Ganzo, Durruty & Cia., iniciou, em 1908, as obras do centro telefônico de Porto Alegre, para as quais, no ano anterior, obtivera concessão do governo desse município.
Em maio desse ano, incorporou-se à mesma firma a Companhia Telefônica Rio-Grandense, que em 15 do mês seguinte ficou definitivamente instalada, e tomou a si todos os negócios da seção de telefones pertencentes a Ganzo, Durruty & Cia. O capital da nova companhia, em seu início, era de Rs.1.100:000$000, quantia que, em virtude de resolução da assembléia geral realizada em 15 de abril do corrente ano, foi aumentada para Rs. 1.300:000$000.
Para fazer face às despesas resultantes do acréscimo de suas instalações primitivas, contraiu ela um empréstimo de Rs. 500:000$000, em obrigações ao portador, ao juro de 8%. Tendo posteriormente feito aquisição da Empresa União Telefônica, emitiu um segundo empréstimo de Rs. 800:000$000 nas condições do precedente.
Com a realização dessa compra, está a Companhia Telefônica Rio-Grandense unificando o serviço nas localidades em que existem dois centros telefônicos, de forma que, presentemente, estão funcionando os seguintes, de acordo com diversos privilégios e concessões municipais: Porto Alegre, Pedras Bancas, Barra do Ribeiro, Itapoã, Belém, Tristeza, Canoas, Pelotas, Piratini, Monte Bonito, Cascata, Capão do Leão, Rio Grande, Povo Novo, Quinta, Ilha dos Marinheiros, Ilha do Leopídio, Cassino, São Leopoldo, Retiro, Nova Hamburgo, Santa Cruz, Vila Tereza, Rio Pardinho, Ferraz, São João do Montenegro, São Sebastião do Caí e São Lourenço.
Também de conformidade com as concessões que lhe foram dadas pelo governo do estado do Rio Grande do Sul, fez a companhia construir e estão funcionando as seguintes linhas intermunicipais: Porto Alegre e São Leopoldo, 6 linhas, 33 quilômetros cada uma; Porto Alegre a Canoas, 2 linhas, 14 quilômetros cada uma; São Leopoldo a Caí e Montenegro, 2 linhas, 44 quilômetros cada uma; Pelotas a Rio Grande, 10 linhas, 65 quilômetros cada uma; Pelotas a Piratini, 1 linha, 63 quilômetros; Pelotas a São Lourenço, 5 linhas, 90 quilômetros cada uma; Santa Cruz a Venâncio Aires, 1 linha, 40 quilômetros; Santa Cruz a Poço do Sobrado, 1 linha, 20 quilômetros; Pelotas a Capão do Leão, 4 linhas, 17 quilômetros cada uma.
O centro de Porto Alegre, a subestação de Navegantes, nesta cidade, e os de Pelotas, Rio Grande, São Sebastião e Monte Bonito estão instalados em prédios da companhia, tendo sido o primeiro deles especialmente construído para esse fim e os demais convenientemente adaptados à natureza de tal serviço.
Na central que a companhia possui em Porto Alegre, funciona uma mesa múltipla, Siemens & Halske, de bateria central, com capacidade para 10.000 assinantes. Existe um distribuidor primário, de ferro, também para 10.000 subscritores; 2 baterias de 12 acumuladores cada uma; e diversos dínamos, funcionando junto a motores, para carregar baterias e produção de luz.
Desta central, partem 25 cabos subterrâneos, os quais, por sua vez, na área da cidade em que a população é mais densa e em lugares mais adequados, se subdividem em outros, numa extensão de 42 quilômetros.
Na central de Pelotas, funciona uma mesa Siemens & Halske, a indutor múltiplo, de linhas duplas, para 1.600 subscritores e com capacidade para 3.000 linhas; na do Rio Grande, uma mesa Siemens & Halske, a indutor múltiplo, de linhas duplas, para 1.200 subscritores, com capacidade para 2.000 linhas; nas de São Lourenço, Santa Cruz, Montenegro, São Leopoldo, Ilha dos Marinheiros e Nova Hamburgo, mesas Standart, de 100 linhas duplas; nas do Capão do Leão, Monte Bonito e Povo Novo, mesas Standart, de 50 linhas; nas de Quinta e Cassino, mesas de 30 linhas; nas de Tristeza, Belém e Canoas, mesas de 25 linhas; nas de Vila Tereza e Barra do Ribeiro, comutadores de 20 linhas; nas de Itapoã e Cascata, comutadores de 12 linhas; nas de Rio Pardinho e Ferraz, comutadores de 10 linhas.
A companhia, em sua maior parte, usa os aparelhos J. Berliner, de Hanover; L. M. Ericson & Co., de Estocolmo; Western Electric Co. e Kellog Switchboard & Supply Co., de Chicago.
















Artigo retirado do site 
http://www.novomilenio.inf.br/santos/h0300g41d.htm

08 abril 2011

Zoológico Vila Diamela

Olá Mauricio!
Achei esta fotografia que mostra o Zoológico que o Coronel Ganzo mantinha dentro da Vila Diamela no Menino Deus em Porto Alegre. Creio que a fotografia é rara porque não sabia de sua existencia e nem tinha a menor idéia de como era o zoológico. Caso já tenhas a fotografia, fica valendo a intenção da colaboração para que se possas contar toda(parece meio impossível) a história desta figura ímpar que foi teu bisavo.
Um grande abraço
Ronaldo Marcos Bastos


Caro Ronaldo... mais uma vez tenho a grata surpresa de sua contribuição. Sabíamos do Zoológico sim, mas nunca havia visto uma foto sequer... e esta é incrível!
Mais uma vez meu sincero agradecimento por sua contribuição.

Abraços!

Maurício




31 março 2011

Texto sobre Juan Ganzo Fernandez (Em 1913)



Olá Maurício!

Espero que estejas bem juntamente com tua família.

Encontrei este texto( a fonte está abaixo do mesmo) que fala sobre Juan Ganzo. Não sei se já tens. 
Achei interessante e estou te enviando
Um grande abraço
Ronaldo Marcos Bastos











Juan Ganzo Fernandez - O coronel Juan Ganzo Fernandez nasceu em Montevidéu, em 5 de outubro de 1873, e desde muito moço se dedicou ao estudo de eletricidade. Estabeleceu na República Oriental do Uruguai as primeiras linhas telefônicas inter-departamentais, comunicando a capital, que é Montevidéu, com os departamentos de Canelones e São José de Maio; ramificou aquelas linhas em uma extensão superior a 700 quilômetros. Em 1898, no mesmo país, no departamento de Cerro Largo, construiu uma central telefônica, a qual comunicou com a vila de Artigas; e em 1899, transpôs o Rio Jaguarão, dando comunicação àquele município do Brasil com a sua já vasta rede telefônica de Cerro Largo.
Durante o mesmo ano, comunicou o município de Jaguarão com o do Herval, cuja linha mede 95 quilômetros. Nos primeiros meses do ano de 9100 estendeu a comunicação desde Melo até Bagé, passando pela fronteira de Aceguá. Esta linha tem uma extensão de 165 quilômetros. Em Bagé, estabeleceu importante rede telefônica, a qual ligou todos os distritos rurais daquele município, dando também comunicação com o de Don Pedrito. Em 1902 estabeleceu a rede telefônica de São Gabriel; em 1904, a de Cruz Alta; e deu começo às de Pelotas e Rio Grande em outubro de 1905, as quais foram inauguradas no ano seguinte.
No mesmo ano, constituiu a Sociedade Progresso Rio-Grandense, com a firma de Ganzo, Durruty & Cia.; e, fazendo uma viagem à Europa, esteve na Inglaterra, Alemanha, França, Holanda, Dinamarca, Suécia e Noruega, onde visitou as mais importantes fábricas no ramo da telefonia. Na Alemanha contratou, com a importante fábrica dos srs. Siemens & Halske, todos os materiais para a instalação telefônica subterrânea da cidade de Porto Alegre, com exceção dos aparelhos telefônicos, que contratou com a Telephon-Fabrik Actiengesellschaft, vorm J. Berliner, de Hannover.
Em seu regresso da Europa, incorporou, com o seu sócio, a casa bancária de Supervielle & Cia., de Montevidéu, à Companhia Telefônica Rio-Grandense, que conta hoje aproximadamente 5.000 assinantes.

FONTE: Impressões do Brazil no Seculo Vinte, editada em 1913 e impressa na Inglaterra por Lloyd's Greater Britain Publishing Company, Ltd.

03 janeiro 2011

Livro ... Imagens do Brasil no Início do Século XX

Olá Mauricio!
Feliz Ano Novo!
Fazia algum tempo que não mantinha-mos contato. Tudo bem contigo?
Pesquisando em um livro editado em Londres a respeito do Brasil no inicio do século XX (Imagens do Brasil no Inicio do Século XX), mais precisamente em 1912, encontrei tres fotografias que acho podem te interessar e dizem respeito ao Coronel Ganzo.
São fotografias que mostram o centro telefonico de Pelotas e as suas telefonistas. A outra é um quadro com os principais homens de negócio de Porto Alegre na época. Segundo o livro, ali esta a nata dos homens de negócio de POA no inicio do séculoXX. Caso já tenhas, valeu pela intenção.Caso te interesse, posso enviar os nomes de todos os outros componentes do quadro bem como o texto que fala sobre a Companhia Telefonica Riograndense.
Aproveito para enviar um grande abraço e reiterar os votos de Feliz Ano Novo

Ronaldo




Companhia Telefônica Rio-Grandense 
 O serviço de comunicações telefônicas no estado do Rio Grande do Sul foi iniciado pela Empresa Industrial Construtora do Rio Grande do Sul, proprietária dos centros telefônicos estabelecidos nas cidades de Pelotas, Rio Grande e Porto Alegre, e bem assim dos privilégios concedidos pelas extintas Câmaras Municipais das três cidades, constantes dos contratos que adquiriu. O da cidade de Porto Alegre é datado de 8 de março de 1884 e o da do Rio Grande de 27 de maio de 1885, ambos por 15 anos; e o da de Pelotas é datado de 13 de outubro de 1886, por dez anos. Todos esses privilégios foram aprovados pela Assembléia Legislativa da antiga província.
Para comprar o acervo daquela empresa, organizou-se em Pelotas, a 24 de maio de 1895, uma sociedade anônima de responsabilidade limitada, sob a denominação de Empresa União Telefônica, com o capital de Rs. 500:000$000, que foi, mais tarde, elevado a Rs. 600:000$000. Esta sociedade continuou explorando, sem concorrentes, os serviços de sua antecessora nas três cidades acima mencionadas, até que, tendo já há muito expirado o prazo do privilégio que possuía, o coronel Juan Ganzo Fernandez, proprietário de diversos centros telefônicos em várias localidades do estado, obteve em 1906, da Intendência Municipal de Pelotas e da de Rio Grande, concessões para instalar centros telefônicos nessas duas localidades.
Estabelecidos tais centros e após um ano de funcionamento, solicitou a Sociedade concessão para instalar um novo centro na capital do estado. Havendo o coronel Ganzo Fernandez, para continuação desse e outros negócios, organizado a firma Ganzo, Durruty & Cia., iniciou, em 1908, as obras do centro telefônico de Porto Alegre, para as quais, no ano anterior, obtivera concessão do governo desse município.
Em maio desse ano, incorporou-se à mesma firma a Companhia Telefônica Rio-Grandense, que em 15 do mês seguinte ficou definitivamente instalada, e tomou a si todos os negócios da seção de telefones pertencentes a Ganzo, Durruty & Cia. O capital da nova companhia, em seu início, era de Rs.1.100:000$000, quantia que, em virtude de resolução da assembléia geral realizada em 15 de abril do corrente ano, foi aumentada para Rs. 1.300:000$000.
Para fazer face às despesas resultantes do acréscimo de suas instalações primitivas, contraiu ela um empréstimo de Rs. 500:000$000, em obrigações ao portador, ao juro de 8%. Tendo posteriormente feito aquisição da Empresa União Telefônica, emitiu um segundo empréstimo de Rs. 800:000$000 nas condições do precedente.
Com a realização dessa compra, está a Companhia Telefônica Rio-Grandense unificando o serviço nas localidades em que existem dois centros telefônicos, de forma que, presentemente, estão funcionando os seguintes, de acordo com diversos privilégios e concessões municipais: Porto Alegre, Pedras Bancas, Barra do Ribeiro, Itapoã, Belém, Tristeza, Canoas, Pelotas, Piratini, Monte Bonito, Cascata, Capão do Leão, Rio Grande, Povo Novo, Quinta, Ilha dos Marinheiros, Ilha do Leopídio, Cassino, São Leopoldo, Retiro, Nova Hamburgo, Santa Cruz, Vila Tereza, Rio Pardinho, Ferraz, São João do Montenegro, São Sebastião do Caí e São Lourenço.
Também de conformidade com as concessões que lhe foram dadas pelo governo do estado do Rio Grande do Sul, fez a companhia construir e estão funcionando as seguintes linhas intermunicipais: Porto Alegre e São Leopoldo, 6 linhas, 33 quilômetros cada uma; Porto Alegre a Canoas, 2 linhas, 14 quilômetros cada uma; São Leopoldo a Caí e Montenegro, 2 linhas, 44 quilômetros cada uma; Pelotas a Rio Grande, 10 linhas, 65 quilômetros cada uma; Pelotas a Piratini, 1 linha, 63 quilômetros; Pelotas a São Lourenço, 5 linhas, 90 quilômetros cada uma; Santa Cruz a Venâncio Aires, 1 linha, 40 quilômetros; Santa Cruz a Poço do Sobrado, 1 linha, 20 quilômetros; Pelotas a Capão do Leão, 4 linhas, 17 quilômetros cada uma.
O centro de Porto Alegre, a subestação de Navegantes, nesta cidade, e os de Pelotas, Rio Grande, São Sebastião e Monte Bonito estão instalados em prédios da companhia, tendo sido o primeiro deles especialmente construído para esse fim e os demais convenientemente adaptados à natureza de tal serviço.
Na central que a companhia possui em Porto Alegre, funciona uma mesa múltipla, Siemens & Halske, de bateria central, com capacidade para 10.000 assinantes. Existe um distribuidor primário, de ferro, também para 10.000 subscritores; 2 baterias de 12 acumuladores cada uma; e diversos dínamos, funcionando junto a motores, para carregar baterias e produção de luz.
Desta central, partem 25 cabos subterrâneos, os quais, por sua vez, na área da cidade em que a população é mais densa e em lugares mais adequados, se subdividem em outros, numa extensão de 42 quilômetros.
Na central de Pelotas, funciona uma mesa Siemens & Halske, a indutor múltiplo, de linhas duplas, para 1.600 subscritores e com capacidade para 3.000 linhas; na do Rio Grande, uma mesa Siemens & Halske, a indutor múltiplo, de linhas duplas, para 1.200 subscritores, com capacidade para 2.000 linhas; nas de São Lourenço, Santa Cruz, Montenegro, São Leopoldo, Ilha dos Marinheiros e Nova Hamburgo, mesas Standart, de 100 linhas duplas; nas do Capão do Leão, Monte Bonito e Povo Novo, mesas Standart, de 50 linhas; nas de Quinta e Cassino, mesas de 30 linhas; nas de Tristeza, Belém e Canoas, mesas de 25 linhas; nas de Vila Tereza e Barra do Ribeiro, comutadores de 20 linhas; nas de Itapoã e Cascata, comutadores de 12 linhas; nas de Rio Pardinho e Ferraz, comutadores de 10 linhas.
A companhia, em sua maior parte, usa os aparelhos J. Berliner, de Hanover; L. M. Ericson & Co., de Estocolmo; Western Electric Co. e Kellog Switchboard & Supply Co., de Chicago.

OBS: O texto foi passado em OCR e mantida a grafia original do livro





Homens de negócio de Porto Alegre:


1)  L.C. Schneider; 2) João Day; 3) Eduardo Secco; 4) H.Brockmann; 5) Sebastião de Brito; 6) Dr. Victor Fischel; 7) O falecido Jorge R. Petersen; 8) Conrado A. de Campos Penafiel; 9) Manoel Py; 10) Juan Ganzo Fernandez; 11) Major E. Arnt; 12) Alberto Bins; 13) Ernesto Neugebauer; 14) João Kappel Sobrinho; 15) Virgilio R. do Valle; 16) Lucio Lopes dos Santos; 17) Oscar Augusto Schneider; 18) João B. de Sampaio

OBS:O texto foi passado em OCR e mantida a grafia original do livro




Telefonistas de Pelotas, RS


Centro Telefônico de Pelotas, RS

25 setembro 2010

Saint-Exupéry e Juan Carlos Ganzo Fernandez

Matéria encontrada na internet, saiu em jornal aqui de Santa Catarina.
Minha mãe me comentou certa vez que sabia que Saint-Exupéry e Jean Mermoz haviam frequentado Florianópolis e que haviam feito amizades com meu avós, Juan Carlos Ganzo Fernandez e Juan Ganzo Fernandez. 
Mas a história contada por ela vai além. Disse que naquela época, os aéronautas, ou simplesmente os "corajosos" pilotos de avião intercontinentais, eram tratados como celebridades, como artistas de cinema hollywoodianos. Distribuíam fotos autografadas... e que numa destas vindas de Jean Mermoz a Florianópolis, Juan Ganzo Fernandez fez um passeio de avião a convite deste famoso aviador. Inclusive, dando uma foto autografada de presente ao meu bisavô, foto esta que minha mãe lembra ter visto, porém, não se tem mais notícias da mesma. Talvez esteja com alguém de nossa família. Seria ótimo se pudessemos copiar, né?

Bom, boa leitura!






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Jornal A Notícia - 11 de junho de 2000

Campeche comemora
centenário de "Zé Perri"









Escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, antigo freqüentador do Campeche, faria 100 anos no dia 29 de junho de 2000









Celso Martins

Oescritor francês Antoine de Saint-Exupéry conviveu intensamente com os poucos pescadores e agricultores residentes no Campeche, nas décadas de 20 e 30, e com alguns intelectuais e personalidades do Centro de Florianópolis. A presença do autor de "O Pequeno Príncipe" na cidade está sendo resgatada por iniciativa do militar aposentado e pescador Getúlio Manoel Inácio, com o apoio da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), através do professor Mário Moraes e da jornalista Márcia Barreto.
A presença de Saint-Exupéry na Capital foi questionada durante muitos anos, atribuída à imaginação fértil de pessoas humildes, ou simples história de pescadores. Essa visão começou a mudar em março de 1991, a partir de uma entrevista do falecido Manoel Rafael Inácio - pai de Getúlio - à jornalista Daise Vogel (revista "Veja"). Na ocasião, o pescador e agricultor Manoel, conhecido por Deca, revelou diversos detalhes de suas ligações com o escritor, chamado de "Zé Perri", por causa da dificuldade em pronunciar o nome francês.
"Papai contava muitas histórias a respeito da presença de Saint-Exupéry, detalhes sobre as pescarias e festas de que ele participava", recorda Getúlio, empenhado há pelo menos cinco anos no resgate dessa convivência. Segundo ele, Deca e Zé Perri encontraram-se cerca de 15 vezes, entre os anos de 1926 e 1939. Um compadre de Manoel Rafael, o capitão da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Cenen Abdon Camen, foi quem levou o escritor e piloto francês até seu engenho de farinha, onde conheceu e comeu beijú pela primeira vez.
Nas seguidas vezes em que esteve no local, Saint-Exupéry costumava deslocar-se até a ilha do Campeche, numa das canoas de seu amigo Deca, onde pescavam pampos e corvinas. "Ele gostava muito de um ensopado com esses peixes, ou então do caldo", diz Getúlio, com base no que ouviu do pai, nascido em 1909 e falecido em 1993. Com o caldo do peixe fazia-se o pirão, prato que Zé Perri pedia sempre que chegava no Campeche. "Era um sujeito simples, introvertido, sempre com uma caderneta e lápis nas mãos, anotando muitas coisas", salienta Getúlio.
Saint-Exupéry atuou como piloto da empresa francesa Lotécoère (depois Aeropostale e hoje Air France), que transportava correspondências, pequenas cargas e eventualmente algum passageiro, entre a Europa, África e América do Sul. A infra-estrutura montada no Campeche incluiu três pistas de pouso, hangar, prédio da administração e alojamento e uma estação de rádio com antena. Somente a casa da administração foi mantida, local onde funcionam atualmente a Intendência do Campeche e o Conselho Comunitário local.








Lampiões

"Saint-Exupéry dormiu muitas noites num dos quartos da administração, que ainda existe, onde também havia alojamento e refeitório", garante Getúlio Inácio. Onde havia a estação de rádio foi erguida a sede do Clube de Cabos, Soldados e Taifeiros da Base Aérea de Florianópolis e, no lugar do antigo hangar, construiu-se a Escola Básica Brigadeiro Eduardo Gomes. Parte da área do antigo pouso foi ocupada por residências. O espaço que sobrou, onde pastam algumas cabeças de gado, foi cercado pelo Ministério da Aeronáutica.
Durante o período em que as pistas do Campeche foram usadas, o morro existente nas proximidades foi usado para sinalizar a região do campo de pouso. "Eles acendiam 11 lampiões depois das 16 horas, sinalizando e orientando os pilotos. Por causa disso ele passou a ser chamado, até hoje, de morro do Lampião", conta o pai de Getúlio numa fita de vídeo que deixou gravada. Os lampiões eram acessos pontualmente, todos os dias, por dois moradores do Campeche, já falecidos - Onofre Fernandes e Cirilo da Silveira.








Famílias estreitaram laços

A presença dos franceses no Campeche levou a um estreitamento dos laços entre as famílias estrangeiras e nativas que lá residiam. "Era como se fosse uma família só, bem grande, porque o pessoal sempre estava junto", recorda Manoel Inácio na fita que deixou gravada. Alguns fatos desse tempo foram relatados por velhos moradores e se conservam na memória. O caso de Emílio (Mimi) Barreaux é um exemplo. Piloto da Latécoère, Mimi resolveu certo dia dar um vôo rasante sobre a Catedral Metropolitana de Florianópolis, quase atingindo as árvores mais altas da praça 15 de Novembro. O susto foi grande, os comentários percorreram a cidade, as autoridades reclamaram e Barreaux perdeu o brevê de piloto, indo trabalhar como contador na administração da empresa no Campeche.
Mimi foi um dos que se ligou afetivamente aos pescadores e agricultores locais. Um dos filhos dele, por exemplo, visitou Manoel Rafael na década de 1950, relatando as saudades que todos sentiam dos velhos tempos. Em 1981 a esposa de outro funcionário da Latécoère, Jeanne Jacquinot, escreveu uma carta da França a uma amiga, recordando "a nossa mocidade no Campeche", destacando a falta que sente do clima daqui, diferente do frio europeu.
Os que permaneceram no Campeche também sentiram saudades dos que voltaram para a França. "Quando eu comecei a juntar documentos, recortes de jornais, fotos e outros documentos sobre a presença dos franceses no Campeche, e mostrei a meu pai, ele ficou tão emocionado que as lágrimas rolaram pelo rosto", conta Getúlio, que guarda importante relíquia daqueles tempos: um velho relógio Solvil, usado na administração da empresa, que ainda pode ser recuperado e posto a funcionar. (CM)








Primeiros aviões franceses aterrissaram em Florianópolis em 1924

A chegada ao Brasil de três aviões Bréguet-14 da companhia francesa Latécoère, em 1924, conduzidos pelos pilotos Vachet, Hamm e Lafay, deu início ao correio aéreo no Sul do continente americano. Eles realizaram um missão aérea pela costa brasileira, uruguaia e argentina, sondando pontos para futuras pistas de pouso. Pousaram em janeiro de 1925 no campo da Ressacada, em Florianópolis, onde foram recebidos por José Boiteux e o então tenente da Polícia Militar, Cantídio Régis, representando o governador Antônio Pereira Oliveira.
Os pilotos chegaram à Capital catarinense com os jornais do dia, editados no Rio de Janeiro, e que costumavam levar três a quatro dias para chegar nas mãos dos leitores daqui. Acompanhado da esposa, Vachet esteve na localidade de Pontal (atual Campeche), onde acertou a aquisição de um terreno por 10 contos de réis, equivalente a 2 mil francos franceses. Os 13 aeródromos construídos no Brasil ficaram prontos em 1928, entre eles o Adolpho Konder, no Campeche.
Nesse meio tempo a Latécoère saiu das mãos dos antigos sócios para as do grupo Boilloux-Lafont, passando a denominar-se Aéropostale, que optou pelo uso de um avião monoplano Laté-25, motor Rénault de 450 cv e autonomia de vôo de 650 quilômetros com um tanque de gasolina. Com o surgimento dos Laté-25, foram aposentados os Bréguet-14, usados na Primeira Guerra e depois adaptados para a aviação civil. Os Laté-25 foram substituídos pelos Laté-26, semelhantes ao anterior, mas dotados de aparelhos de rádio, fundamentais para os vôos noturnos.








Aventura

Para o piloto-escritor Saint-Exypéry, a grande aventura na América do Sul começaria efetivamente em 1929, ao ser nomeado diretor de exploração e tráfego da Aépostale Argentina, responsável por expandir as linhas da empresa na América do Sul. Com um Laté-26 ele alcançou a Patagônia ("terra onde as pedras voam") e abriu caminho para os deslocamentos aéreos entre Buenos Aires e Punta Arenas, no Chile, cruzando a cordilheira dos Andes.
No mesmo ano, pilotando um Laté-28, Saint-Exupéry deixou Buenos Aires com destino ao Rio de Janeiro, fazendo uma escala técnica em Pelotas, onde deixou o Laté-28 com defeito mecânico e seguiu com um Laté-26, mais antigo. "Na volta, provavelmente, Saint-Exupéry deixou-se levar pelo encanto da escala Campeche e aqui pernoitou", conta Márcia Barreto. Ele permaneceu em Buenos Aires entre 1929 a 1931, com freqüentes passagens pelo Campeche, segundo as recordações de Manoel Rafael. (CM)








Contato foi
além dos pescadores

A pesquisa complementar realizada por Márcia Barreto, com base nos levantamentos feitos por Getúlio Inácio, confirmou que Zé Perri manteve diversos contatos com pessoas de Florianópolis, além dos pescadores e agricultores do Campeche. O empresário Admar Gonzaga, por exemplo, "revelou ter conhecido os pilotos Saint-Exupéry e Jean Mermoz, nos raros momentos de estadia na Ilha", revela Márcia.
Então com 19 anos, Admar começou a trabalhar em 1925 como postalista do Departamento de Correios e Telégrafos de Florianópolis. "Como falava francês, matéria obrigatória no antigo Ginásio Catarinense, foi encarregado de levar e receber as malas postais internacionais ao campo de aviação. As constantes jornadas até o local estreitaram os laços de amizade com os funcionários da Aéropostale", assinala a jornalista.
A jornalista também conseguiu confirmar os contatos entre Saint-Exupéry e o professor positivista Mâncio Costa. "Quando de suas escalas na cidade, Exupéry tinha por hábito dirigir-se ao Centro da cidade para tomar uma 'rubiácea' no antigo Café Nacional da praça 15. Em uma de suas vindas, Mâncio Costa mostrou-lhe um exemplar raro que possuía da 5ª edição do Testament Politique du Cardinal du Richelieu, imprensa em Amsterdã, datado de 1696."
O empresário Charles Edgar Moritz manteve contatos com a equipe da Aépostale entre 1927 e 1928. "Na época ele tinha em torno de 15 anos e estudava no Ginásio Catarinense. Conforme relato de Moritz, Saint-Exupéry teria sido, anos depois, hóspede do Laporta Hotel. Era um bon vivant que gostava muito das festinhas no Lira Tênis Clube. Com 29 anos, Exupéry passava a imagem, segundo as palavras de Moritz, de jovem 'namorador, bonito e elegante', e compreendia muitas palavras em português."
Com 17 anos o coronel Juan Ganzo Fernandes, natural das Ilhas Canárias (Espanha), montou uma empresa telefônica no Uruguai. Em 1927, com 55 anos, foi convidado pelo governador Adolpho Konder para participar de concorrência pública para a implantação de serviços de telefonia no Estado, em 1930.
Filho do coronel, Juan Carlos ocupava o cargo de diretor técnico da empresa e "falava muito bem o francês". Por isso "ajudava com freqüência os funcionários da companhia de aviação", aproximando-se de Saint-Exupéry. Na década de 1950, quando foi realizado um leilão de material da Air France , Juan Carlos "comprou uma dúzia de holofotes usados na iluminação do campo, cujo valor sentimental lhe era inestimável". (CM)








"O Pequeno Príncipe", sua obra mais conhecida, é um dos livros mais traduzidos em todo o mundo

Antoine Jean Baptiste Marie Roger de Saint-Exupery, o Zé Perri do Campeche, nasceu no dia 29 de junho de 1900 na cidade francesa de Lyon, terceiro filho do visconde Jean e Marie Fonscolombe, apelidado de Tonio. Ele passou a infância entre os palácios de Saint Maurice de Remens (casa de um tio) e de Mole (casa da avó). Por insistência de seu avô Fernand, seguiu com o irmão François para um colégio jesuíta em Saint-Croix-du-Mans, logo após concluir os estudos preparatórios com as freiras das Ecoles Chrétiennes.
Seu batismo no ar ocorreu contra a vontade da mãe, em 1912, quando embarcou num Berthaud-Wroblewski, motor Labor de 70 cavalos, pilotado por Gabriel Wroblewski-Salvez. Estava com apenas 12 anos. Em 1917 sofre o primeiro grande impacto emocional, com a morte do irmão François, caindo num "mutismo doloroso". Nesse mesmo ano ele termina os estudos secundários, realiza os preparativos para a Escola Naval, em Paris, introduzindo-se no mundo das letras através de Yvonne de Lestrange.
Antoine acaba sendo reprovado no exame oral para ingresso na Escola Naval, conseguindo porém uma vaga como aluno assistente do curso de arquitetura da Escola de Belas Artes (Paris), onde pôde ganhar uns trocados fazendo pequenos trabalhos, como o de figurante em apresentações teatrais e outros. Corre o ano de 1919. Saint-Exupéry permanece dois anos nessa situação, até ser chamado para o serviço militar, quando se alista como simples soldado num regimento de aviação em Strasbourg.
Foi então que começou a ter aulas de pilotagem, cobrindo os gastos do curso com os ganhos no atelier da Escola de Belas Artes. Tonio aprendeu a pilotar com Robert Aéby, exercitando-se num Farmann F 40 e realizando o primeiro vôo num bimotor Sopwich F-CTEE. Após uma curta estada em Casablanca (atual Marrocos), para onde seguiu com o regimento de aviação, obteve o brevê de piloto no dia 23 de dezembro de 1921. Faltava, no entanto, o brevê de piloto militar, que ele vai conseguir depois de dominar os segredos de um Caudron G-3.








Acidente

Em janeiro de 1923 ele sofre o primeiro acidente, ocorrido em Bourget, saindo com numerosas e graves contusões. Tendo dado baixa do regimento, Saint-Exupéry é estimulado por um oficial a ingressar na força aérea francesa, mas recebe pressões contrárias da família, indo trabalhar numa fábrica de caminhões e depois ocupando-se em outras atividades remuneradas.
Em 1925 ele retoma os contatos com o universo intectual de Paris, ligando-se em especial ao editor Gaston Gallimard, responsável pela publicação das obras de André Gide, Jean Prévost e Jean Schlumberger e futuramente das do próprio Tonio. Prévost, redator da revista Le Navire d'Argent, pertencente a Adriene Monnier, foi quem o estimulou a escrever o primeiro texto, denominado "A evasão de Jacques Bernis", narrativa ambientada no mundo da aviação.
O ano de 1926 representa uma virada completa no cotidiano do piloto-escritor, pois é quando ele lança a primeira obra, "O Aviador", onde aborda situações que serão retomadas mais tarde em "Correio do Sul". Nesse ano ele obtém o brevê de piloto de transporte e estabelece relações com Beppo de Massini, fundador da companhia Latécoère, que o convidaria para pilotar aviões pela empresa.
Chamado ao aeroporto de Toulouse em 14 de dezembro por Massini, é apresentado ao chefe de exploração da empresa, Didier Daurat. Na mesma ocasião, conhece os pilotos Jean Mermoz e Henri Guillaumet, com que viajaria nos próximos meses na linha Toulouse-Casablanca-Dakar, os mesmos futuros parceiros das aventuras na América do Sul.
Depois do "Correio do Sul", lançado em 1929, romance sobre o amor impossível entre o aviador Bernis e uma mulher incapaz de partilhar sua exigência morais, Saint-Exupéry apareceu em 1931 com o famoso "Vôo Noturno", prefaciado por André Gide e ganhador do Prêmio Fémina. Em abril desse mesmo ano se casou com Consuelo Suncin.








Recorde

Em 1935, ao lado de Prévot, Saint-Exupéry tenta bater o recorde aéreo de cinco dias e quatro horas entre Paris (França) e Saigon (Vietnã), mas o avião é forçado a fazer uma aterrisagem em pleno deserto da Líbia. Os dois permanecem vários dias sob o sol escaldante, sendo finalmente recolhidos por uma caravana em trânsito, até o Cairo (Egito).
No ano seguinte (1936) teve uma experiência como jornalista, cobrindo os eventos da Guerra Civil Espanhola para os jornais franceses "Paris Soire" e "Intransigeant". Em 1938 ele tentou fazer a ligação aérea entre Nova York e a Terra do Fogo, correndo tudo bem na primeira etapa da viagem. Mas, ao chegar no aeroporto da Guatemala, o avião sofreu um acidente e Zé Perri ficou gravemente ferido. Permaneceu vários dias em coma e precisou de alguns meses em Nova York em recuperação.
"Terra dos Homens", publicado em 1939, recebe o Grande Prêmio do Romance da Academia Francesa, onde relata os primórdios do correio aéreo. Com o início da Segunda Guerra, ingressou no Exército de Libertação (resistência francesa), realizando vôos de reconhecimento sobre os territórios inimigos. A experiência foi relatada em "Piloto de Guerra", editado em 1942, muito lido nos Estados Unidos, mas não na França, onde os 2,1 mil exemplares foram retirados do mercado, por causa da apologia feita a um amigo, piloto judeu.
Em reposta à sugestão de seu editor americano para escrever um livro infantil, Saint-Exupéry elabora os originais de "O Pequeno Príncipe" (1943), a obra mais famosa do autor, uma das mais traduzidas em todo o mundo. No ano seguinte surge "Carta a um refém", mas Zé Perri não tem tempo de conhecer as repercussões do trabalho: a 31 de julho de 1944 levanta vôo de Borgo, na Córsega, sendo abatido pouco depois por um piloto inimigo (possvelmente alemão), quando estava sobre o Mediterrâneo. (CM)



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Obs. As lâmpadas (tratadas na matéria a seguir) que meu avô Juan Carlos comprou são iguais a esta da foto (uma delas).  Andei pesquisando sobre elas e o que descobri é que elas foram fabricadas aproximadamente em 1914, na França.

















22 setembro 2010

Por onde andava Juan Ganzo Fernandez em 22 de Agosto de 1935

Ontem a noite, procurando o nome de Juan Ganzo Fernandez em páginas da web da Espanha, dei com este artigo. Fiquei curioso em saber o que traria o nome de Juan Ganzo ligado a um fato histórico do Paraguai.
Ao que tudo indica, ele foi convidado por altas personalidades uruguaias, sem dúvidas, amigos dele, para o desfile da vitória em Assuncion.
Com isso, lembrei-me de um livro que há pouco tempo passei os olhos na casa de minha mãe... era sobre a guerra Del Chaco, que aliás, nem sabia ter existido. Neste livro havia uma dedicatória a Juan Ganzo. Vou tentar encontrar o livro para ver quem assinou esta dedicatória.

Transcrevo aqui parte do artigo. A totalidade está na página original. Basta clicar no título.
Abraços!



Perfil de un hombre contemporáneo
Cinco episodios memorables en la historia de Estigarribia
Eduardo Víctor Haedo



El Desfile de la Victoria. — «La expiación de la grandeza». — Su vida en el exilio. — La Paz del Chaco. — Su reivindicación y su muerte.


El 22 de Agosto de 1935. Todo Asunción estaba en la Avenida Colombia, convertida en Champs Elysées, con su Arco de Triunfo, bajo el cual había de pasar el Ejército que regresaba, victorioso, del Chaco. Lo vi desfilar. Horacio Fernández, hacía de dueño de casa en el palco destinado a los legisladores[1]. Desde una hora antes nos había hecho la descripción de los Héroes. A todos los conocía. En sus defectos y en sus virtudes. Junto a ellos había encanecido en pocos meses. Le costaba creer que, de verdad, había cesado la matanza. En el Paraguay la paz es lo anormal; el combate, la disputa salpicada de sangre, es casi una ley inexorable. ¡País sin suerte! se ha dicho. No; ¡país que no ha podido gozar de la suerte! porque cuando la tiene, o desde afuera se la intentan cambiar o desde adentro se la deshacen. Manantial que da agua, sin reparar en quien ha de beberla, y que la sigue dando, aunque —no se sabe quien... ¡fatalidad o inadaptación!— se empeñe en segar su matriz...

Demora el desfile. ¿Qué sucede? Se advierte la intranquilidad de parecer que están tranquilos. Ahora que ha «estallado» la paz, las dificultades se acumulan. Pero, lo ocurrido, ha tenido rápida solución.

El General no entra en la ciudad, si se insiste en que abran la marcha charangas que exalten con dianas la presencia de la victoria. Debo pensar —ha dicho—, no en los que traigo conmigo, sino en los que quedaron, cuyas madres encresponadas saldrán al paso demandando: ¿porqué?... ¿porqué?...

Ya están en lo alto de la colina. Vienen. ¿Cuál es? ¿Dónde está? ¿Cómo marcha? ¿Qué hace? Ni una bandera. Ningún signo guerrero le precede. Son las nueve de la mañana. Apenas si un poco de sol regala ternura. Todo se ha vuelto sobriamente emocionante. No hay vítores. Una compostura religiosa domina el ambiente. De pronto, aquellas doscientas mil personas se han quedado mudas. Los dientes se apretan. Los ojos se exaltan. El paraguayo no sabe reír ni llorar; no lo han dejado aprender lo primero e ignora como se hace lo segundo. Los brazos quedan caídos. Hay un vasto rumor, sin palabras. Todos se han puesto hieráticos. ¡Va a pasar el General...!

Y pasa. A caballo. Rinde su espada ante el Presidente Ayala y cuando la recoge sobre el hombro, parece que en vez de saludar, ha hecho la señal de la cruz, en signo de suprema bendición. Viste el uniforme verde-olivo de campaña. No trae condecoraciones. Insinúa una sonrisa y sigue... para tender de nuevo su espada —esta vez afilada prolongación de su mano misericordiosa— ante los mutilados de la guerra que agitan los tallos de sus muñones, y, los que pueden, los trágicos banderines de sus muletas...

Siguen los conmilitones. Ahora la angustia largamente reprimida se desata en eco de campanas enloquecidas. El pueblo repite en alta voz las hazañas de los que pasan. El coronel Carlos Fernández, a la cabeza del primer Cuerpo de Ejército; en seguida, el coronel Rafael Franco, cuyo caballo pasea de vereda a vereda y ante quien —todos lo notan— es más profunda la reverencia de los estandartes y más vivaz el clamor de la muchedumbre...; después, el coronel Nicolás Delgado y al frente de sus compañías: Andrada, Caballero Irala, Urdampilleta, Ramírez, Balbuena, Vera y Aragón, Sosa Valdez, Bóveda, Sartori, Vega, Guerrero Padín, Ramos, Céspedes, Quiñones, Giménez, Martincich, Benítez, Jara Troche, De Filippi, Aguilera, Barrios, Bogado, Martínez, Aranda, Torreani, Villasboa, Samaniego, Cáceres, Palacios, Espínola, Andino, Báez Allende, Yegros, Velilla, Smith, Meyer Da Costa, Pérez Uribe, Davales... imperturbables, como si en vez de regresar, los dominara la obsesión de volver a partir...

A medio día Estigarribia recibió en su casa. Dirigiéndose al doctor Luis Alberto de Herrera, dijo: «Para mi todo ha terminado, pero para el Paraguay comienza el segundo acto».

A media noche, mientras se bailaba en el Palacio de López, en la ciudad hubo ruido de armas.



Referencias:


[1] Los legisladores que se habían trasladado especialmente de Montevideo, eran los señores Dr. Luis Alberto de Herrera, Juan Pedro Suárez, Pablo G. Ríos y Eduardo Víctor Haedo. Estaban también los señores Alberto Puig, Dr. Alberto Mané, Juan Ganzo Fernández, el poeta Fernán Silva Valdez, el Prof. Javier Gomensoro y el entonces Intendente Municipal de Soriano, don Raúl Viera.

Retirado de http://letras-uruguay.espaciolatino.com/haedo_eduardov/historia_de_estigarribia.htm

09 agosto 2009

Homenagem ao Aniversário de Juan Ganzo Fernandez - 5-10-1944









Boa tarde a todos!
Hoje, dia dos pais, estive almoçando com meus pais... estavam presentes todos os meus irmãos e consequentemente muitos de meus sobrinhos e sobrinhas. Foi maravilhoso!
Soube hoje que a Gabriela, filha de meu irmão Carlos Dalby vai ser mamãe... vem aí a Alice Ganzo... Mais uma menininha na família! Seja bem-vinda Alice!

Bom, e tive uma surpresa quando o meu irmão Roberto me presenteou com uma espécie de livreto com uma singela homenagem ao aniversário de Juan Ganzo Fernandez, feita pelos funcionários da Cia. Telefônica Catarinense de todo o Estado.

Uma grande lembrança de todos que da CTC fizeram parte em 1944. Os nomes estão escritos por ordem de filiais. Muito bacana.

Segue a transcrição:



Ao Ilmo. Snr.

Cel. Juan Ganzo Fernandez

Salve 5-10-1944



Ao distinto chefe e amigo, sr. Cel. Juan Ganzo Fernandez, os abaixo relacionados, vêm prazeirosamenfe apresentar-vos os votos de felici­dade pela data de hoje, que marca mais uma etapa de vossa profícua existência, e regosijam-se da oportunidade para oferecer-vos uma pequena lembrança, em reconhecimento de vossa bondade.


Florianópolis
Norberto Rihl
Artur Hartog
João Arêas Horn
Eugênia Costa Pinto
Ondina Linhares
Ondina Bernardino
Osvaldo Nunes Leal
Eulalio José Tomaz
Maria Edmar Leal
Alvim Schroeder
Maria Natalia Baixo
Maria Lourdes Silveira
José Benciveni
Pedro Parisi
Nereu Pereira
Lucy Costa
Hilda Silva
Irena Ribeiro
Ana Silva
Lucy Alves
Gloria Soares
Aurea Soares
Ondina Silveira
Ana Matias
Juracy Jacques
Darcia Luz
Ivete Rosa Abreu
Mario Abreu
Dilmo Silveira
Hamilton Botelho
Aliatar Wagner
Walmir Nascimento
Aldo Prazeres
Cecilio de Ia Vega
Osmar Alves
Brigido Morruda
Abelardo Pereira
Juvenal Rosa
Lucidio Moreira
José da Silva
Alvaro Wolff
João Linhares
Moacyr Linhares
Campolino Camilo
loão Lopes
Francisco Azevedo
Manoel Vieira
José C. Nunes
Waldir Mafra
Antonio Cardoso
João Modesto Silva
João Ferreira Jor.
Saco dos Limões
Juracy Santos
Estreito
Ernestina Souza
São José
Daura Espíndola
Palhoça
Agatha de Oliveira
Aririú
Doracy Silva
Cambirela
Doracy Kherig
Tijucas
Joana Firmo
Nair Firmo
Itajaí
José Machado
Julieta Machado
Amalia Santos
Irene Souza
Maria Lourdes Rosa
Maria Lourdes Mendonça
Benta Ferreira
Dalcy Souza
Olinda Rodrigues
Ondina Silva
Odete Silva
José Rebelo
Walter Medeiros
João Francisco
Francisco Pereira
Penha
Hilda Furtado
Lair Furtado
Ilhota
Ana Rosa Silva
Brusque
Elvira Walendowsky
Nadir Diegoli
Acacio Delfino
Blumenau
Henrique Cabral
Veronica Rocha
Anicia Silva
Catarina Vieira
Nair Rodrigues
Tereza Silveira
Lidia Jachowicz
Emanuel Silveira
Saul Duque
Pedro Souza
Bernardo Boos
Darcy Rocha
Aníbal Vieira
Gaspar
Alcy Souza
Indaial
Barbara Brüggmann
Timbó
Cordula Freygang
Joinville
Adão Duque
Jacy Veiga
Milda Pirath
Iracilda Borges
Lourdes Silva
Vitor Oliveira
Araquari
Melicio Gonçalves
Benevenuta Gonçalves
Jaraguá do Sul
Gervasio Costa
Geny Costa
Odete Costa
Nair Vosquerau
Dario Inácio
Guaramirim
Marcia Vieira
Corupá
Eugênio Orzechowsky
Serra Alta
Lourdes Araujo
Ricardo Redlich
Guiomar Corrêa
São Francisco do Sul
Sarah Geremias
Paula Soares
Dorilda Wildner
Cacilda Soares
Izolete Guimarães
Julita Pereira
Lourdes Pinheiro
Rivadavia Soares
Tiago Xavier
Oxford
Geny Brand
Rio Negrinho
Maria Furtado
Rio do Sul
Odilon Gomes Silva
Izabel Tschoerper
Edeltrudes Albamus
Helena Batschauer
Edite Wanser
Maria Menezes
Antonio Menezes
Manoel Albino Tomé
Rogério Cabral
Max Doose
Barra do Trombado
Lima Piza
Trombudo Central
Maria C. Souza
Ibirama
Gertrudes Durwe
Itoporanga
Zilda Ramos
Maria L. Alexandre
Perimbó
Irineu Lopes
Rio dos Bugres
Teofilo Horst
Bocaina
José Coelho
Lontras
Alaide dos Santos
Lajes
Anita Silveira
Leni Nunes
Macia Vieira
Eudoscia Schmidt
Matilde Rosa

Oscar dos Anjos
Jorgino Pinheiro
Muniz Silva
Tubarão
Serafim Ramirez
Olindina Nunes
Alba Hulse
Daisy Antunes
Otilia Menezes
Pedras Grandes
Carlos Pinto
Orleãs
Josefina Mateus
Imbituba
Italia de Bona
Paula A. Luz
Antonio de Souza
Urusuanga
Azi Damiani
Braço do Norte
Matilde Lehmkuhl
Laguna
Zatir Sóccas
Ninita Sóccas
Ciciliana Carvalho
Waldira Santos
Wilma Guedes
Ivan Pereira
Osny Ribeiro
Juvenal Medeiros
Otavio Alves

A todos os funcionários da Telefonica, amigos e companheiros de trabalho, mencionados ou não neste cartão representativo da home­nagem que me fizeram com motivo do meu aniversario, quero, desla forma, agradecer muito amistosamente a bonita oferenda, e pedir a to­dos que, ao envez destes custuosos presentes, a maior homenagem que me poderá ser feita, será a colaboração em conjunto e todo vosso devotamenfo no sentido de servir ao publico a contento geral, coope­rando assim para o engrandecimento da Telefonica e o progresso deste querido Estado.
JUAN GANZO FERNANDEZ

Florianópolis 6/10/1944.