Foi com grande satisfação que há alguns dias atrás, recebi uma mensagem de uma pessoa do Uruguai...
Era o Sr. Milko Bonilla Spera... que se identificou como sobrinho neto de Elbia Ganzo, filha de José Ganzo Fernandez, meu tio bisavô, um dos irmão de Juan Ganzo Fernandez que continuaram vivendo no Uruguai.
Em nossas conversas, fiquei sabendo que Milko tem duas irmãs, Gretel e Helen que moram na Argentina.
Já adicionei as duas também ao facebook e estou em contato agora com Gretel, a qual muito carinhosamente venho trocando informações a respeito da família.
E eu estou muitíssimo feliz por ter iniciado este projeto da árvore genealógica!
Sei por exemplo que o José Tomás Ganzo Fernandez era apelidado de Caco... minha mãe lembrava de que o apelido dele era Pepe! Será o apelido de outro tio avô de minha mãe?
Em breve estarei postando novidades a respeito de nossos parentes aqui.
Bem-vindos primos queridos!
Site destinado a contar a história da família Ganzo, originária da Ilha de Lanzarote, arquipélago das Canárias. Neste site, temos o prazer de mostrar e comentar sobre todas as pessoas que de uma maneira ou de outra, contribuiram ou contribuem para a continuação desta saga iniciada em 1866.
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19 março 2013
16 agosto 2012
Mais parentes... Luciana Monetti
Recebi este e-mail muito carinhoso de mais uma possível prima, desta vez vindo da Argentina.
Luciana Monetti é descendente de Juan Tomás de Ganzo (mesmo nome de meu trisavô). Coincidência, ou ele teve duas esposas?
Cabe a nós agora estudarmos as possibilidades.
Ela me enviou uma certidão de nascimento de Máximo Tomás de Ganzo y Viera (não sei se é avô dela), datado de 1913. Então se o pai de Máximo Tomás de Ganzo y Vieira tivesse uns 20 anos quando este nasceu, creio que teria nascido por volta de 1892, mesma ano de meu avô, Juan Carlos.
E o avô de Máximo? Diria que entre 1860 a 1870... datas dos filhos de Juan Tomás de Ganzo, meu trisavô, casado com Margarita Borges.
E agora? Irmãos? Primos?
Na árvore, para dar algum vínculo de relacionamento familiar, por enquanto adicionei-o como irmão de meu trisavô, Juan Tomás de Ganzo y Pacheco. Mas acredito estar errado...
Hola Mauricio, soy Luciana descendiente de Juan Tomás de Ganzó, me gustaría saber si somos parientes, porque estuve viendo en tu árbol que vos
Luciana Monetti é descendente de Juan Tomás de Ganzo (mesmo nome de meu trisavô). Coincidência, ou ele teve duas esposas?
Cabe a nós agora estudarmos as possibilidades.
Ela me enviou uma certidão de nascimento de Máximo Tomás de Ganzo y Viera (não sei se é avô dela), datado de 1913. Então se o pai de Máximo Tomás de Ganzo y Vieira tivesse uns 20 anos quando este nasceu, creio que teria nascido por volta de 1892, mesma ano de meu avô, Juan Carlos.
E o avô de Máximo? Diria que entre 1860 a 1870... datas dos filhos de Juan Tomás de Ganzo, meu trisavô, casado com Margarita Borges.
E agora? Irmãos? Primos?
Na árvore, para dar algum vínculo de relacionamento familiar, por enquanto adicionei-o como irmão de meu trisavô, Juan Tomás de Ganzo y Pacheco. Mas acredito estar errado...
Hola Mauricio, soy Luciana descendiente de Juan Tomás de Ganzó, me gustaría saber si somos parientes, porque estuve viendo en tu árbol que vos
también lo tenes a él entre tus ancestros pero con otra esposa.
Te paso un adjunto con la partida de nacimiento de Máximo Tomás de Ganzó en el año 1813 de Yaiza, nieto de Juan Tomás de Ganzó.
Tal vez este hombre se casó más de una vez o tal vez como era alguien importante en la comunidad (según leí en tu blog) muchas personas llamaban a sus
hijos Juan Tomás en honor a este hombre.
Bueno, desde ya muchas gracias!!!
Yo soy de Argentina, pero he visitado muchas veces Brasil y en especial Florianopolis, es muy hermosa tu isla!!
Saludos
Luciana
PD: if you don´t understand spanish I can write this email in english for you. Thanks
14 junho 2011
Um dos Sonhos de Juan Carlos Ganzo Fernandez
.jpg)
O que eu gostaria de fazer, se um dia Deus me der, lucides, força, saúde e dinheiro:
12-7-1967
Preparar para meus netos, a cachoeira do morro da Lagoa, com piscina e grande conforto para que possam mostrar a obra do avô.
Fazer daquela propriedade um lindo recreio.
Ter um grande criadouro de aves e coelhos.
Obs. Texto retirado de um caderno de anotações dele.
Obs. Texto retirado de um caderno de anotações dele.
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Juan Carlos Ganzo Fernandez
As Histórias de Cito Ganzo (Juan Ganzo Fernandez Filho) - As Doces Loucuras do Cito
Juan Ganzo Fernandez Filho com sua 1° esposa Solange Di Bernardi e a filha Margot sentados na Lambreta. O casal da direita da foto é o Tio Hélio Estrella e a tia Hânia Hryniewicz Estrella.
Foto tirada lá pelos idos de 1965 na Lagoa da Conceição. Casa do Vô Juan Carlos.
À partir da esquerda: Carlos Alberto Ganzo Fernandez, Juan Ganzo Fernandez Filho (Cito), Dr. Waldir Bush, Ramirez Ganzo Fernandez, Berta Ganzo Fernandez, Juan Carlos Ganzo Fernandez, Albertina Saikowska de Ganzo, Diamela Ganzo Fernandez, Francy Ganzo Fernandez e Clorinda Ganzo Pereira.
Foto tirada por ocasião do aniversário de 80 anos do vô Juan Carlos, comemorado no Countru Club de Santa Catarina em 1972.
loucuras do cito
O figuraço Cito Ganzo levou para o túmulo não apenas o episódio em que colocou o seu gato de estimação na geladeira e mandou que o amigo Van Holf fosse buscar o gelo para juntos sorverem um uísque, existem muitos outros fatos notáveis registrados com a sua irreverência. Outro dia, numa roda de amigos, veio à tona algumas facetas de Ganzo, provocando um turbilhão de gargalhadas mesmo naqueles que não tiveram o prazer de conhecê-lo.
Existiram em Florianópolis dois personagens imbatíveis, dosados de acentuada dose de sacanagem, no bom sentido, sempre prevenidos em pregar uma boa peça nas pessoas em sua volta, Enéas Noronha e Cito Ganzo. As peripécias de Ganzo eram menos cáusticas e dosadas de ironia, mas sobretudo originais, criativas, engenhosas. Existia um pouco de uma doce loucura em quase tudo o que fazia.
Nos anos 60, possuir uma bicicleta era equivalente a desfrutar de um automóvel nos dias de hoje. De família bem-sucedida, seu pai explorava a telefonia local, Cito apareceu no Campo do Manejo, onde a garotada jogava bola e soltava pandorga, com uma bicicleta novinha e propôs, ao garoto que vendia bananas recheadas, a troca do veículo, uma raridade na época, pela iguaria do balaio. Claro que o vendedor topou e o negócio foi fechado. Enquanto Cito comia a banana, o garoto subia o morro da Mariquinha com a "magrela" nas costas.
Em outra oportunidade, o engenhoso Cito, fascinado com a exibição de pára-quedistas nos céus de Florianópolis, imaginou que também poderia voar. E surpreendeu a família ao saltar do segundo andar do prédio da telefônica, que ficava na rua Vítor Meireles, com um guarda-chuva aberto. Ele foi parar no hospital, mas a sua façanha foi amplamente comentada no Ponto Chic.
Mas a singular engenhosidade de Cito Ganzo foi mais longe. Motivado com o filme "Vinte mil léguas submarinas", um clássico de Walt Disney, em cartaz na cidade, ele mesmo decidiu construir o seu submarino. Olhares curiosos quanto suspeitos se aglomeraram na rampa do Clube Náutico Aldo Luz, ao lado do hotel Royal, para prestigiar a chegada da engenhoca de Cito, filho de papai rico e por isso era respeitado pelos colegas, embora conhecessem a sua absurda genialidade.
Cito desceu o monstrengo na rampa, com ajuda de alguns colegas, e vibrou quando o seu submarino flutuou. Palmas surgiram do cais, enquanto ele posava para fotografia. Enfiou-se na horizontal dentro da engenhoca e esta, aos poucos, foi afundando, afundando, permanecendo inerte no fundo do mar. Cito foi retirado do submarino pelos remadores do Aldo Luz. Essa aventura de Ganzo deu o que falar na cidade, sendo inclusive tema de marchinha de Carnaval.
Fonte: Coluna de Aldírio Simões no Jornal A Notícia de 28 de maio de 1999
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As Histórias de Cito Ganzo (Juan Ganzo Fernandez Filho) - Gato na Geladeira
Juancito com 2 aninhos. 1942
A cidade vai ficando cada vez mais triste, mais sisuda, com a morte de seus mais representativos e bem humorados habitantes. O falecimento recente de Juan (Cito) Ganzo deixa a Ilha desfalcada da alegria, da descontração, da doce molecagem. Juancito foi mestre em protagonizar episódios insólitos, aos olhos atônitos da conservadora população nos anos 50. Fatos inusitados no melhor estilo sessão do pastelão, que preferimos dividi-los em diversas colunas para que o leitor possa deleitar-se com as diabruras desse incrível manezinho.
Perspicaz e inventivo quanto ousado, Cito convidou o arquiteto George Van Holff, amigo de muitos anos, para um uísque em sua casa. Havia uma identidade e uma relação de amizade muito forte entre eles. Van Holff conhecia a disposição de Cito para criar situações hilariantes, porém nunca imaginou que ele mesmo fosse personagem de uma delas.
Não pensou duas vezes em aceitar o convite para o uísque. Deliciava-se com o bom humor, com as histórias contadas por Cito, pelo qual nutria grande admiração. Os Ganzo fazem parte da própria história da cidade, entretanto, as cenas inusitadas patrocinadas por Juanzito não correspondiam com a tradição e o conceito da abastada família.
No telefone Cito concluiu o convite ao amigo, convocando-o para que trouxesse aquele escocês legítimo, que há muito ele havia prometido sorver a dois. Naquela década, somente as pessoas mais abonadas consumiam uísque, produto importado e de difícil aquisição. Por isso a cerveja Faixa Azul era a preferida da classe média, a peble chupava os beiços com dose de conhaque Castelo ou cachaça brava fabricada na região de Biguaçu.
Com o litro de uísque embaixo do braço Van Hoff foi festivamente recepcionado ao bater na porta de Cito Ganzo, que ficou a cantar loas ao precioso líquido e ao conferir a procedência e a dosagem alcóolica estampados no rótulo. Copos de cristal estavam cuidadosamente colocados sobre à mesa, recebendo uma observação elogiosa do holandês: "esses copos foram naturalmente lavados com açúcar?" O anfitrião balançou a cabeça com gesto afirmativo: "Para um uísque dessa qualidade não poderia ser diferenten é?" Risos ecoaram na sala.
Ao abrir a garrafa Van Holff observou, admirado: "Mas como sorver um bom uísque sem um gelo cristalino na mesa?"
É verdade... faz favor de apanhar o balde que está na geladeira - determinou Cito.
Ao abrir a porta um gato bravo e não menos assustado pula do interior da geladeira sobre Van Holff, se estatelando no chão.
Afundado na poltrona Cito, que havia propositalmente colocado o gato na geladeira, ri aos escancaros. Havia eleito mais uma de suas muitas vítimas.
Fonte: Coluna de Aldírio Simões no Jornal A Notícia de 16 de maio de 1999
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12 junho 2011
23 setembro 2010
E A Família Continua A Crescer... Carlos Manuel Ganzo Santiñaque...
Repararam que há meses eu não atualizava o blog por falta de novidades? E que tão logo postei o artigo sobre a rua com nome da minha avó Albertina Saikowska de Ganzo, não tenho mais parado de publicar aqui? rsrsrs...
Coincidência, mas logo após esta postagem, passei a ter novidades e mais novidades.
Agora, recebi um e-mail de um primo do Uruguai. Achou o blog da família Ganzo e entrou em contato comigo!
Coisa linda... mais primos descobertos. O que era uma família tão reduzida, hoje não é mais. rsrsr
Carlos Manuel Ganzo Santiñaque é neto de Manuel Ganzo, e filho de Carlos Alberto Ganzo.
Em nossa troca de e-mail, solicitei a ele todos os dados sobre os familiares dele, pois não tenho mais do que 4 nomes incompletos na árvore genealógica. Estou aguardando ansioso por estes dados.
Um grande abraço primo! Sejam bem-vindos!
20 setembro 2010
E A Família Continua A Crescer... Mario Radium Rutzen
Ontem à noite, tive uma surpresa... uma moça com o nome de Bianca, enviou comentários sobre duas fotos do arquivo da família Ganzo expostos aqui no blog. As fotos em questão eram a do tio avô Mario Radium Ganzo Fernandez e uma outra em que aparece uma moça com uma criança ao lado. Esta foto, estava junto com outras que arrecadamos entre as fotos guardadas de minha avó Albertina, recebidas de parentes, etc.
Wally Rutzen e Mario Radium Rutzen
Fiquei curiosissímo, pois a Bianca disse saber quem eram as pessoas na foto: A bisavó e o avô dela, Wally Rutzen e Mario Radium Rutzen! Opssssssssss... nunca haviam me falado sobre este filho de Mario Radium Ganzo Fernandez!
Pois fiquei tão curioso que hoje mesmo tratei de localizar o Sr. Mario Radium Rutzen. E consegui... mora em Blumenau e tem 72 anos. Tratei de telefonar para ele e fui muito bem atendido!
Que bacana... mais um ramo perdido da família Ganzo que descobrimos.
Tantas histórias... tanta nostalgia.
Espero poder conhecer estes nossos primos em breve!
Sejam bem-vindos primos! Esta é a nossa família!
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15 setembro 2010
Travessa Albertina Ganzo - Florianópolis
Amigos e familiares...
Ando meio distante do blog há meses. Infelizmente não tenho tido novas notícias ou motivos para estar adicionando novas postagens, as já, muitas histórias da família.
Mas sabemos que há muitas ainda por descobrirmos. Aos poucos elas vem...
Mas peço desculpas ao João Alberto pela grande falha... ele me enviou uma foto recém tirada da placa da rua em que os vereadores de Florianópolis, fizeram um pequeno, mas justo tributo a esta mulher ilustre que nos deu uma grande lição de vida. Nossa vó Albertina Saikowska de Ganzo.
Sabemos que todas as avós são merecedoras de homenagens, e faltaria ruas para renomearem se assim o fizessem... mas foi justo, pois minha avó dedicou toda a sua vida a sociedade florianopolitana e catarinense, assim como meu avô, ou até mesmo minha mãe.
Minha vó, com certeza gostou da lembrança.
Ando meio distante do blog há meses. Infelizmente não tenho tido novas notícias ou motivos para estar adicionando novas postagens, as já, muitas histórias da família.
Mas sabemos que há muitas ainda por descobrirmos. Aos poucos elas vem...
Mas peço desculpas ao João Alberto pela grande falha... ele me enviou uma foto recém tirada da placa da rua em que os vereadores de Florianópolis, fizeram um pequeno, mas justo tributo a esta mulher ilustre que nos deu uma grande lição de vida. Nossa vó Albertina Saikowska de Ganzo.
Sabemos que todas as avós são merecedoras de homenagens, e faltaria ruas para renomearem se assim o fizessem... mas foi justo, pois minha avó dedicou toda a sua vida a sociedade florianopolitana e catarinense, assim como meu avô, ou até mesmo minha mãe.
Minha vó, com certeza gostou da lembrança.
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18 junho 2009
Fabiana Saint-Pastous
Hoje pela manhã, tive nova e agradável surpresa: Fabiana Saint-Pastous mandou-me um comentário através do blog.
Mais uma vez me surpreendo com o poder da internet. Fabiana descobriu por acaso o blog...
Fabiana é neta de Ercy Fedrizzi, filha de Flor de Maria, que por sua vez era filha de Virgínia Ganzo Fernandez (Duque). Mais um ramo da árvore que vai sendo descoberto.
Bem, desta forma, mais uma vez entro em contato com nossos familiares e recebo mais dados para nossa árvore genealógica.
É gratificante!
Obrigado Fabiana e bem-vinda a família Ganzo!
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26 março 2009
07 novembro 2008
Juan Edison Ganzo Fernandez, Izaura Godophin e filhos

Juan Edison Ganzo Fernandez, Izaura Godophin e filhos (Graham Bell, Mahlon Loomis e Lótus). Aprox. 1933.
Entre tantas fotos recebidas, esta se destacou. Que foto linda. Realmente os fotógrafos de antigamente eram verdadeiros artistas.
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27 setembro 2008
O Pioneiro - Cel. Juan Ganzo Fernandez

Dotado de grande dinamismo e personalidade fascinante, o Coronel Juan Ganzo Fernandez foi o responsável pela instalação de inúmeras centrais telefônicas no Uruguai, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Devido também ao seu trabalhos foi introduzida a primeira central automática da América Latina, fato ocorrido em 1906, em Porto Alegre. Já a primeira Central Automática de Santa Catarina foi instalada pelo Coronel Ganzo em 1930, período em que as linhas telefônicas passaram a fazer parte da vida catarinense.
O Coronel Juan Ganzo Fernandez é, por muitos motivos, considerado um pioneiro das telecomunicações. Nascido nas ilhas Canárias em 8 de outubro de 1872, transferiu-se, com oito anos de idade, juntamente com sua mãe (que já era viúva) e os irmãos para o Uruguai, onde passou a residir na cidade de Florida. Já nessa época ele mostrava-se uma criança muito imaginosa e com uma engenhosidade fora do comum. Desde que tomou conhecimento do telefone, tornou-se um ardoroso admirador do aparelho com o qual podiam se comunicar a distância.
Aos 17 anos, Juan já havia instalado uma pequena rede telefônica em Florida. E o telefone nunca mais se desligou de sua vida.
Sua firma começou a expandir-se e, alguns anos mais tarde, as linhas telefônicas chegavam até a fronteira, ligando as cidades de Melo, no Uruguai e Jaguarão no Brasil. ¹
Em 1903 ele incorporou-se às tropas revolucionárias que lutavam contra o governo uruguaio. Passou então a comandar um grupo de soldados e foi guindado ao posto de Coronel - "Coronel a dedo", como ele costumava se denominar, segundo se recorda o seu filho, Juan Carlos - patente com a qual continuaria a ser designado pelo resto da vida. Com o fim das escaramuças e com os ânimos ainda não estavam totalmente aplacados, Juan - já casado e com filhos - resolveu residir no Rio Grande do Sul. Retornou às suas atividades e instalou mais de 300 centrais telefônicas naquele estado, incluindo as de Bagé e Pelotas. Anos depois, em Porto Alegre, foi também o responsável pela introdução da primeira central automática da América Latina. Nessa época, com muita razão, ele era considerado um pioneiro.
MULTIPLAS ATIVIDADES
Mas suas atividades no Rio Grande do Sul não se restringiam apenas à telefonia. Foi também sócio de uma empresa de Usinas Elétricas, que se estabeleceu em Caxias, Caxoeira, Santana e Bagé. E como desde criança gostava muito de animais, fundou, em Porto Alegre, um Jardim Zoológico, que deu o nome de Diamela, sua filha. ²
Apesar de já poder-se considerar plenamente realizado, o seu temperamento dinâmico ainda ansiava por novas conquistas. E quando Adolpho Konder, Presidente do Estado de Santa Catarina entre 1926 e 1930, sugeriu que ele se encarregasse de ampliar a rede telefônica no território catarinense, o Coronel logo se entusiamou com a idéia.
Apesar de desestimulado por alguns de seus acessores, o Coronel Ganzo não pensou duas vezes quando o Governo catarinense estabeleceu concorrência pública para a exploração dos serviços telefônicos e fonográficos no estado. Como a condição prioritária para participar da concorrência era idoneidade técnica, a firma Juan Ganzo Fernandez & Cia Ltda. foi a única a se inscrever e foi considerada vencedora. O Coronel Ganzo transferiu-se, entao, para Santa Catarina, a fim de, com 55 anos de idade, começar tudo de novo e tornar-se também um pioneiro em nosso estado.
Mas as coisas não foram nada fáceis. As vias de comunicação terrestres do estado ainda eram muito precárias e o lombo de cavalo e as botas passaram novamente a fazer parte dos hábitos do Coronel. O prazo de três anos estabelecido pelo contrato escoava-se cada vez com mais pressa. Dificuldades financeiras também surgiram. Para adquirir a aparelhagem com que foram iniciados os serviços telefônicos, o Coronel foi obrigado a desfazer-se de bens que possuía no Uruguai e vender a sua parte na Companhia Ipiranga, a qual ele tinha sido um dos fundadores. Finalmente, após muitos percalços, em 21 de setembro de 1930, foi inaugurada a primeira central automática de Santa Catarina, instalada na capital do estado, assim como diversos circuitos interurbanos para o norte e para o sul. O Coronel Ganzo, após vender a Companhia que possuía no Rio Grande do Sul para a ITT, pertencente a um grupo norte-americano, radicou-se então definitivamente em Florianópolis, de onde só se afastou para viagens esporádicas.
E as linhas telefônicas estenderam-se por todos os rincões estaduais, trabalho que contou também com a participação valiosa de entre outros, nomes como Juan Carlos Ganzo Fernandez, filho do Coronel e seu braço direito, Oscar Botaro, que acompanhava-o desde os seus primeiros tempos no Uruguai e Adão Duque e Odilon Gomes Silva, que por longo tempo dedicaram-se a esse trabalho.
O Coronel Juan Ganzo Fernandez é ainda lembrado devido a sua personalidade dinâmiva e fascinante. Grande entusiasta do progresso técnico dos tempos modernos, ele possuía uma incomum admiração pelos homens que, com sua criatividade e inteligência, abriram novos campos de conhecimento e de utilidade para a humanidade. Uma das formas que encontrou para homenagear diversas dessas figuras foi tão singular quanto seu temperamento. Três dos seus filhos foram batizados com nomes facilmente associáveis: Edison, Franklin e Radium. E dois de seus netos receberam também nomes tão (ou até mais) sugestivos: Graham Bell e Nobel.
Mas nem sempre as denominações relacionavam-se a grandes figuras. A uma das filhas, por exemplo, o Coronel Ganzo batizou de Diamela, em reverência a um certo tipo de jasmim que ele muito apreciava.
Como homem de negócios, ele passou por flutuações semelhantes ao seu temperamento. E apesar de ter se envolvido em inúmeras atividades, o telefone é que foi a sua grande paixão. Mesmo assim era capaza de tomar decisões em rompante, que contrariavam a todos que o rodeavam.
Como a vez que que decidiu, sob protesto geral, comprar um navio de passageiros. tratava-se de um navio ingles, que fora utilizado na 1ª guerra mundial. Mais tarde, tinha sido adquirido por um dono de cassino. este vendeu-o ao Coronel por 700 pesos, quantia que, na sua opinião, era "uma pechincha". De fato era, mas os prejuízos que vieram depois foram enormes. A idéia inicial era que o navio fosse utilizado no trajeto Porto Alegre-Montevideo. Mas acabou ficando apenas no trecho Colonha a Buenos Aires. Depois de algum tempo o Coronel Ganzo foi obrigado a vendê-lo, mas mesmo assim, com muita relutância.
Mesmo já com idade avançada, o Coronel Ganzo nunca deixou de trabalhar. Acompanhava tudo o que acontecia na CTC e estava sempre bem informado a respeito das inovações que surgiam no campo telefônico.
-Sob seu comando, a companhia era como uma família - relembra Odilon Gomes Silva, que durante muitos anos trabalhou a seu lado.
E, segundo o seu filho, Juan Carlos, ele era um homem sempre voltado para o futuro. Lembrava-se com sauddade dos seus tempos nas Ilhas Canárias e no Uruguai,mas encontrava também muita afinidade com Florianópolis e com a descontração do seu povo. Não foi por outro motivo que ele se tornou uma pessoa muito popular na cidade.
E foi em Florianópolis que o Coronel Juan Ganzo Fernandez faleceu, no dia 2 de abril de 1957, depois de 85 anos de uma vida de dinamismo e realizações, que hoje é motivo de orgulho para seus inúmeros descendentes, muitos dos quais incorporaram-se definitivamente à vida catarinense.

Obs. 1 Texto mudado, pois há um erro no original. Melo é no Uruguai.
Apesar de desestimulado por alguns de seus acessores, o Coronel Ganzo não pensou duas vezes quando o Governo catarinense estabeleceu concorrência pública para a exploração dos serviços telefônicos e fonográficos no estado. Como a condição prioritária para participar da concorrência era idoneidade técnica, a firma Juan Ganzo Fernandez & Cia Ltda. foi a única a se inscrever e foi considerada vencedora. O Coronel Ganzo transferiu-se, entao, para Santa Catarina, a fim de, com 55 anos de idade, começar tudo de novo e tornar-se também um pioneiro em nosso estado.
TEMPOS DIFÍCEIS
Mas as coisas não foram nada fáceis. As vias de comunicação terrestres do estado ainda eram muito precárias e o lombo de cavalo e as botas passaram novamente a fazer parte dos hábitos do Coronel. O prazo de três anos estabelecido pelo contrato escoava-se cada vez com mais pressa. Dificuldades financeiras também surgiram. Para adquirir a aparelhagem com que foram iniciados os serviços telefônicos, o Coronel foi obrigado a desfazer-se de bens que possuía no Uruguai e vender a sua parte na Companhia Ipiranga, a qual ele tinha sido um dos fundadores. Finalmente, após muitos percalços, em 21 de setembro de 1930, foi inaugurada a primeira central automática de Santa Catarina, instalada na capital do estado, assim como diversos circuitos interurbanos para o norte e para o sul. O Coronel Ganzo, após vender a Companhia que possuía no Rio Grande do Sul para a ITT, pertencente a um grupo norte-americano, radicou-se então definitivamente em Florianópolis, de onde só se afastou para viagens esporádicas.
E as linhas telefônicas estenderam-se por todos os rincões estaduais, trabalho que contou também com a participação valiosa de entre outros, nomes como Juan Carlos Ganzo Fernandez, filho do Coronel e seu braço direito, Oscar Botaro, que acompanhava-o desde os seus primeiros tempos no Uruguai e Adão Duque e Odilon Gomes Silva, que por longo tempo dedicaram-se a esse trabalho.
PERSONALIDADE FASCINANTE
O Coronel Juan Ganzo Fernandez é ainda lembrado devido a sua personalidade dinâmiva e fascinante. Grande entusiasta do progresso técnico dos tempos modernos, ele possuía uma incomum admiração pelos homens que, com sua criatividade e inteligência, abriram novos campos de conhecimento e de utilidade para a humanidade. Uma das formas que encontrou para homenagear diversas dessas figuras foi tão singular quanto seu temperamento. Três dos seus filhos foram batizados com nomes facilmente associáveis: Edison, Franklin e Radium. E dois de seus netos receberam também nomes tão (ou até mais) sugestivos: Graham Bell e Nobel.
Mas nem sempre as denominações relacionavam-se a grandes figuras. A uma das filhas, por exemplo, o Coronel Ganzo batizou de Diamela, em reverência a um certo tipo de jasmim que ele muito apreciava.
Como homem de negócios, ele passou por flutuações semelhantes ao seu temperamento. E apesar de ter se envolvido em inúmeras atividades, o telefone é que foi a sua grande paixão. Mesmo assim era capaza de tomar decisões em rompante, que contrariavam a todos que o rodeavam.
UMA GRANDE FAMÍLIA
Mesmo já com idade avançada, o Coronel Ganzo nunca deixou de trabalhar. Acompanhava tudo o que acontecia na CTC e estava sempre bem informado a respeito das inovações que surgiam no campo telefônico.
-Sob seu comando, a companhia era como uma família - relembra Odilon Gomes Silva, que durante muitos anos trabalhou a seu lado.
E, segundo o seu filho, Juan Carlos, ele era um homem sempre voltado para o futuro. Lembrava-se com sauddade dos seus tempos nas Ilhas Canárias e no Uruguai,mas encontrava também muita afinidade com Florianópolis e com a descontração do seu povo. Não foi por outro motivo que ele se tornou uma pessoa muito popular na cidade.
E foi em Florianópolis que o Coronel Juan Ganzo Fernandez faleceu, no dia 2 de abril de 1957, depois de 85 anos de uma vida de dinamismo e realizações, que hoje é motivo de orgulho para seus inúmeros descendentes, muitos dos quais incorporaram-se definitivamente à vida catarinense.

Obs. 1 Texto mudado, pois há um erro no original. Melo é no Uruguai.
Obs. 2 Texto mudado, o zoológico deixou de funcionar antes de 1930.
Obs. Matéria publicada no encarte especial do Jorna Diário Catarinense, de 1976, referente à inauguração da nova sede da TELESC S.A.
19 setembro 2008
Desvendando a Árvore Genealógica - Saul Carlos Ganzo Duque
Saul Carlos Ganzo Duque, foi um dos filhos de Pedro Duque de Saavedra e Virginia Ganzo Fernandez. Nasceu em 1901.
Casou-se com Carlota Sanches e tiveram 3 filhos... Gil Sanches Duque, Saul Carlos Duque e Solange Duque.
Gil, casou-se com Solange Duque e deste matrimônio tiveram 4 filhas... Rosane, Denise, Eliane e Cristiane Franco Duque.
Saul Carlos Duque casou-se com Zorca Rita e tiveram 3 filhos... Carlos Saul, Letícia e Guilherme Duque.
Solange não teve filhos..
11 agosto 2008
Carta de Diamela Ganzo Fernandez aos irmãos
Dia desses, me peguei relendo cartas enviadas por parentes que estavam entre os pertences de minha avó Albertina. Entre algumas cartas de Diamela Ganzo Fernandez, filha do Cel. Ganzo, há esta que passarei a transcrever um pequeno trecho.
A carta era sempre endereçada ao irmão, meu avô, Juan Carlos, mas era dirigida a todos os irmãos que viviam aqui por Florianópolis. Diamela morou sempre em Porto Alegre, RS.

Porto Alegre, 21 de novembro de 1968
Chegou tua carta Edison e outra muito noticiosa da Nêna.
Sentimos não ter participado da farra de teu aniversário, mas podes estar certo que espiritualmente desde o dia 1º de novembro nosso pensamento não se apartou de ti.
...
...Parabéns para quem idealizou aquele
boletim biográfico com telefone e construção de linhas telefonicas para a feira de Blumenau.
Foi uma magnífica lembrança homenagear o nosso amado e inteligente pae.
Bem que ele merece que enquanto um de nós existir o façamos lembrar de todos quanto tiveram o previlegio de conhece-lo e privar com ele.
Aquela simpatia, aquela maneira franca de dar-se em ideias, aquella gargalhada contagiante que nós nunca mais escutaremos, quanta saudade deixou!
Ele realmente deu tudo quanto possuia, trabalhou com heroísmo até morrer.
Amado pae, bemdito sejas!
Parece que estou a vel-os, Ele fazendo a barba no quartinho cuja janela dava para a Magnolia, eu a comê-lo com os olhos e mamãe sevando-lhe os mattes até a hora que ele beijando nos partia para a Telefonica.
Vocês se lembram quando mamãe esquecia de servir o João Perdomo, a cara de miseravel que ele fazia ao exclamar
_Pobre huerfano!
Tudo está presente na minha memoria e espero que na de vocês tambem e que essas lembranças tão docês mantenham sempre viva a nossa amizade, o nosso amor uns pelos outros cujo verdadeiro patrimonio ninguem nos pode tirar.
Beijos e abraços a todos.
Diamela
A carta era sempre endereçada ao irmão, meu avô, Juan Carlos, mas era dirigida a todos os irmãos que viviam aqui por Florianópolis. Diamela morou sempre em Porto Alegre, RS.
Porto Alegre, 21 de novembro de 1968
Chegou tua carta Edison e outra muito noticiosa da Nêna.
Sentimos não ter participado da farra de teu aniversário, mas podes estar certo que espiritualmente desde o dia 1º de novembro nosso pensamento não se apartou de ti.
...
...Parabéns para quem idealizou aquele
boletim biográfico com telefone e construção de linhas telefonicas para a feira de Blumenau.
Foi uma magnífica lembrança homenagear o nosso amado e inteligente pae.
Bem que ele merece que enquanto um de nós existir o façamos lembrar de todos quanto tiveram o previlegio de conhece-lo e privar com ele.
Ele realmente deu tudo quanto possuia, trabalhou com heroísmo até morrer.
Amado pae, bemdito sejas!
Parece que estou a vel-os, Ele fazendo a barba no quartinho cuja janela dava para a Magnolia, eu a comê-lo com os olhos e mamãe sevando-lhe os mattes até a hora que ele beijando nos partia para a Telefonica.
Vocês se lembram quando mamãe esquecia de servir o João Perdomo, a cara de miseravel que ele fazia ao exclamar
_Pobre huerfano!
Tudo está presente na minha memoria e espero que na de vocês tambem e que essas lembranças tão docês mantenham sempre viva a nossa amizade, o nosso amor uns pelos outros cujo verdadeiro patrimonio ninguem nos pode tirar.
Beijos e abraços a todos.
Diamela
03 julho 2008
O reencontro de Edgar Fedrizzi (esquerda) e seu primo Rubem Ganzo
Olá Maurício
É com muita alegria que envio foto do reencontro de meu pai Edgar Fedrizzi (o da esquerda) e de seu primo Rubem Ganzo.
Agradeço emocionada, pois o reencontro - após quase 50 anos - só foi possível em virtude de seu lindo trabalho de pesquisa da árvore genealógica da família e do contato feito conosco. É bem possível que, sem o seu empenho, tivéssemos perdido definitivamente o contato com Rubem e sua família.
Meu irmão, Edgar Fedrizzi Filho que reside em Novo Hamburgo, tem planos de viajar com a família ao Uruguai no final do mês e mostrou interesse em encontrar parentes de lá. Você teria algum contato para nos passar.
Abraço,
Cristina Fedrizzi
É por estas razões que continuo acreditando em nosso trabalho (Rodolfo no Uruguay e eu aqui). Fiquei muito feliz em ter sido lembrado. Agradeço de coração.
A verdade é que a família há muito tem se separado. Existem outros Rubens próximos de nós que também reclamam nossa presença e amizade. Vamos voltar a nos falar, a nos encontrar, ou... nos conhecer.
É por estas razões que continuo acreditando em nosso trabalho (Rodolfo no Uruguay e eu aqui). Fiquei muito feliz em ter sido lembrado. Agradeço de coração.
A verdade é que a família há muito tem se separado. Existem outros Rubens próximos de nós que também reclamam nossa presença e amizade. Vamos voltar a nos falar, a nos encontrar, ou... nos conhecer.
28 setembro 2006
Juan Carlos Ganzo Fernandez

Foto tirada em 1969 no pátio da casa de meu vô Juan Carlos Ganzo Fernandez. Aparecem aqui minhas tias Francy, Carlota, meus primos Adriana e João Alberto, vô Juan Carlos, vó Albertina, meu pai Dalby Verani Pereira, minha mãe Clorinda e meus irmãos, Dalby, Ricardo, Marcelo, Marquinhos e Eu!
24 de julho de 1982... passava das 3 da tarde... minha mãe havia ido na casa do Sr. Odilon Silva pegar algo... meu pai e eu ficamos no carro aguardando aquela breve visita. Quando minha mãe retornou ao carro sua aparência era de espanto... haviam dados os pêsames a ela! Foi ali, inesperadamente que ela soube da morte de seu pai.
Lembro-me como se fosse hoje... a primeira palavra que me veio foi: descansou coitadinho!
Engraçado, naquele momento foi como uma sensação de alívio, afinal sabíamos o tanto que meu vô vinha sofrendo... mas depois... meu Deus... como chorei! Me veio todas as lembranças... boas lembranças!
Convivi com meu avô durante 15 anos, mas digo, foram anos que durarão para sempre. Aquele avô era muito especial. Tratáva-nos como filhos... ou mais do que isso, se é possível... não há qualquer vestígio de eventos desagradáveis na presença dele... nossa... éramos seus filhos caçulas... eu? Eu era um neném... ele me dava carinhos e mais carinhos... contava histórias, fábulas, com aquele seu sotaque espanhol... brincava... mesmo idoso e doente, tentava nos oferecer o seu maior bem... seu amor irredutível e apaixonante!
Este homem, me carregou no colo com o mesmo carinho a que carreguei meus filhos... foi um pai a mais para nós... uma benção de Deus!
Lembro quando ele me convidava para dormir... deveria ter meus 5 ou 6 anos... que delícia de lembrança! Lá ia eu faceiro deitar com meu avô... aquele que era uma figura maravilhosa em meus sonhos e pensamentos... e deitava ao lado dele... ouvia-o primeiramente contar alguma histórinha... e quando lá estava eu, quase adormecendo... me fazia cócegas memoráveis!!! Ahhh... que saudade daqueles momentos... daquele carinho, daquele amor!
Juan Carlos adoeceu pouco tempo depois... mas sempre que melhorava tratáva-mos de nos aproximar dele, de conversarmos com ele... de ouvirmos suas histórias.
Nossas visitas não eram diárias, mas com certeza íamos todos os domingos!
Almoçáva-mos em sua casa aos domingos... aquela fartura de deliciosas comidas preparadas com carinho pela Iaiá e a Guiomar e pela vó Albertina.
Domingo... que dia legal, almoço na vó Albertina!!! Era uma verdadeira ansiedade durante a semana... o domingo havia de chegar. Encontrar os primos, os tios... sempre havia muitas pessoas lá. Tio Beto, tia Carlota, Adriana, João Alberto, Carluxo... Tia Francy, Luiza Maria, Ricardo, Corina, Ana Luiza... meus irmãos... o Nona, o Jorge... sem contar as visitas inesperadas... sempre muita gente... e mais... os gatos... contei onze deles numa ocasião... e mais ainda... os pombos que meu avô adorava alimentar na palma da mão... dezenas deles... o querido Rusty, o cachorro de meu avô... quanta coisa para lembrar...
Passou... ficou a saudade... nem mais a casa existe... mas ao passar em frente ao terreno, com certeza muitas lembranças nos vem... todas lindas...
Juan Carlos, após um longo sofrimento, onde sua amada Albertina o auxiliou sem descanso, partiu... com certeza descansou! Mas deixou seu coração e sua bondade aqui... herdamos suas qualidades e virtudes e nos orgulhamos de sermos seus descendentes!
Meu vô... Juan Carlos Ganzo Fernandez... um dos meus ídolos... como todo ser maravilhoso, não morreu... vive para sempre no coração e na lembrança de seus familiares e amigos.
Se acredito em reencarnação ou em outra vida, outra dimensão... não sei... mas tenho uma certeza: Quando meu dia chegar, o meu desejo será o de abraçá-lo com muita força e beijá-lo como nunca o beijei... e pedirei a ele: vô, me leva para dormir!?!
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Juan Carlos Ganzo Fernandez
28 agosto 2006
Um pouco de história... Mas há dúvidas
Meu bisavô originou-se da Ilha de Lanzarote, Ilhas Canárias, possessão espanhola. Lá, na cidade de Yaiza (lê-se Iaíssa) existem várias familias com o mesmo sobrenome, tanto grafado Ganzo como De Ganzo, são a mesma coisa. A origem do nome Ganzo nas Ilhas Canárias procede de Portugal da familia dos Guedes e o primeiro que usou o apelido foi Lourenco Martins Ganço, casado com Maior Pires Ervilhao, nascendo deste matrimônio um filho, continuador do apelido Ganzo, pasando logo a um de seus descendentes cujo nome se desconhece, a Lanzarote onde se assentou em um lugar ao qual deu nome. Neste núcleo de povoação conhecido como Ganso ou Ganzo existiam no século XVII ao menos cinco casas documentadas, sendo este lugar morada da familia de Juan Tomás de Ganzo, que ocupou vários cargos, como o de escrivão público durante o século XVII e que realizava suas atividades entre seu lugar de residência no lugar de Ganzo e na Villa de Teguise (antiga capital da ilha) e teria propiedades em Ganzo, Uga e El Chupadero, todos estes lugares aparecem nos documentos da época, ou seja, que sua existência é certa.
Quanto ao desaparecimento do lugar ou aldeia de Ganso (essa é a grafia da época) não há referências históricas claras referente a data exata em que foi sepultada por lava vulcânica, pois foi devido a sucessivas erupções vulcânicas do Timanfaya ocorridas entre 1 de setembro de 1730 e 16 de abril de 1736, que inclusive destruiu também Santa Catalina, Ganso, Chichiganso, Chimanfaya, El Chupadero, Tingaya, Testeína e Mazo. Pouco se pode saber anteriormente ao ano de 1618, em que os ataques de piratas e do turco Arraéz se encarregaram de destruir os documentos dos cartórios de Lanzarote quando queimaram e arrasaram Teguise (capital da ilha até meados do século XIX), levando-se consigo a metade da população da ilha. Nesses momentos desapareceu toda a documentação notarial anterior ao ano de 1618. No ano de 1660 existiam em Ganso ao menos tres maretas chamadas Ganso, Villaflor e Nosa. Também existem dados sobre a venda de dois terços do término de Ganso que realizou Guillén de Betancor Velázquez, padre que havia sido de Yaiza ante o escrivão Juan José de Hoyos, com suas casas, currais, maretas, vegas e terras de pan sembrar, feitas e por fazer, do que se deduz que o outro terço do lugar quem possuia era Juan Tomás de Ganso, já que este tinha propriedades em Ganso, Uga e El Chupadero.
Texto enviado por Félix Juan Montelongo, natural de Yaiza, Lanzarote.
Un poco de historia... pero haber dudas
El origen de este apellido en cuanto a su implantación canaria procede de Portugal y aparece con distintas grafias: Ganzo, de Ganzo, Ganso y de Ganso. Este apellido procede de la voz portuguesa ganço, de etimología poco clara, que podría provenir tanto de ganho (lucro) como de ganso (ave palmípeda). Los primeros miembros de la saga son de origen portugués llegados posiblemente a Lanzarote a principios del siglo XVI cuando la masiva arribada de emigrantes portugueses para cultivar cereales en las llanuras de la isla, donde parece ser que un portador del apellido Ganço, cuyo nombre se desconoce, debió asentarse y dar nombre al lugar de Ganso. Este lugar fue asiento de la familia del capitán Juan Tomás de Ganzo que realizaba sus actividades entre su lugar de residencia y la Villa de Teguise (antigua capital de la isla), ocupando diversos cargos, escribano público y de Cabildo, por merced del conde y marqués de Lanzarote, don Agustín de Herrera y Rojas, otorgada el año 1625, Justicia Mayor, Juez Ordinario y Alcalde Mayor de la isla, así como escribano de Cámara de la Real Audiencia de Canarias. Este Juan Tomás de Ganzo, tenía propiedades en Ganzo, Uga y El Chapadero. El apellido Ganzo proviene de la familia de los Guedes. Gueda Gomes, hijo de Gomes Mendes Guedeao y su esposa Chamoa Mendes, casó con Urraca Henriques de Portocarreiro, hija de Henrique Fernandes Magro y de Ouroana Reimondes de Portocarreiro, que estuvo en la conquista de Sevilla. De este matrimonio nacieron, entre otros hijos, Gil Guedes, que casó con María Fernandes de Sousa, hija de Fernao Gonçalves de Sousa y de su mujer Teresa Pires, de quien nacieron entre otros hijos, Martín Gil de Aroes. Este Martín Gil de Aroes, casó con Toda Lourenço de Gundar, hija de Lourenço Fernandes de Gundar y de Maria Martins de Ataide y tuvo a Lourenço Martins Ganço, que casó con Maior Pires Ervilhao, hija de Pedro Martins Ervilhao y de Elvira Pires, naciendo de este matrimonio Estevao Lourenço Ganço, continuador del apellido paterno que casó con Teresa Gomes, hija de Gomes Pais de Azevedo y de Constança Rodrigues de Vasconcelos, de cuyo matrimonio nacieron varios hijos.
Juan Tomás de Ganzo fue nombrado Alcalde Mayor de Lanzarote el 27 de febrero de 1658 y tuvo al menos una hija llamada María Perdomo de Ganzo, a quien el marqués de Lanzarote le concedió el oficio de escribano público y de cabildo el 28 de noviembre de 1645, y que ésta cedió luego a su esposo Juan de Betancor Jerez, todos estos documentos se custodian en el Archivo Histórico de la Villa de Teguise. La parroquia de Yaiza fue erigida el 10 de septiembre de 1728 y conserva los libros de registro de bautismo y otros desde esa fecha, aunque en 1818 se erigió también en la zona, la parroquia de Femés, la cual dejó de ser parroquia en 1962 y vuelve a depender de Yaiza. De seguro que en está parroquia encontrarás a tus antepasados. En cuanto al apellido Ganzo, originario del pueblo cántabro de su nombre, el cual visité hace unos años, nada tiene que ver con el apellido Ganzo de Canarias. Además el apellido Ganzo aparece en antiguos documentos de Lanzarote escrito de varias formas, entre ellas el Ganço portugués.
Acabo de encontrar el testamento otorgado por Diego Ruiz ante el escribano público Salvador de Quintana Castrillo el día 28 de agosto de 1618, que entre otras cosas dice que dicho documento se firmó en la casa del otorgante que está en Ganso, también declara que aportó a su matrimonio 6 fanegadas de tierra que lindan con el lugar de Ganso y que heredó de sus padres unas suertes de tierra en el término de Ganso, en el lugar que dicen Lago, con las casas y morada que habita, una prueba documental más de la existencia del lugar llamado Ganso Referente a Juan Tomás de Ganzo éste anteponía a su apellido la preposición de, lo que significa claramente que su apellido procedía con toda probabilidad del lugar de Ganso, pues seguramente aparte de residir en dicho lugar debía ser tambien natural de allí.
Juan Montelongo
Quanto ao desaparecimento do lugar ou aldeia de Ganso (essa é a grafia da época) não há referências históricas claras referente a data exata em que foi sepultada por lava vulcânica, pois foi devido a sucessivas erupções vulcânicas do Timanfaya ocorridas entre 1 de setembro de 1730 e 16 de abril de 1736, que inclusive destruiu também Santa Catalina, Ganso, Chichiganso, Chimanfaya, El Chupadero, Tingaya, Testeína e Mazo. Pouco se pode saber anteriormente ao ano de 1618, em que os ataques de piratas e do turco Arraéz se encarregaram de destruir os documentos dos cartórios de Lanzarote quando queimaram e arrasaram Teguise (capital da ilha até meados do século XIX), levando-se consigo a metade da população da ilha. Nesses momentos desapareceu toda a documentação notarial anterior ao ano de 1618. No ano de 1660 existiam em Ganso ao menos tres maretas chamadas Ganso, Villaflor e Nosa. Também existem dados sobre a venda de dois terços do término de Ganso que realizou Guillén de Betancor Velázquez, padre que havia sido de Yaiza ante o escrivão Juan José de Hoyos, com suas casas, currais, maretas, vegas e terras de pan sembrar, feitas e por fazer, do que se deduz que o outro terço do lugar quem possuia era Juan Tomás de Ganso, já que este tinha propriedades em Ganso, Uga e El Chupadero.
Texto enviado por Félix Juan Montelongo, natural de Yaiza, Lanzarote.
Un poco de historia... pero haber dudas
El origen de este apellido en cuanto a su implantación canaria procede de Portugal y aparece con distintas grafias: Ganzo, de Ganzo, Ganso y de Ganso. Este apellido procede de la voz portuguesa ganço, de etimología poco clara, que podría provenir tanto de ganho (lucro) como de ganso (ave palmípeda). Los primeros miembros de la saga son de origen portugués llegados posiblemente a Lanzarote a principios del siglo XVI cuando la masiva arribada de emigrantes portugueses para cultivar cereales en las llanuras de la isla, donde parece ser que un portador del apellido Ganço, cuyo nombre se desconoce, debió asentarse y dar nombre al lugar de Ganso. Este lugar fue asiento de la familia del capitán Juan Tomás de Ganzo que realizaba sus actividades entre su lugar de residencia y la Villa de Teguise (antigua capital de la isla), ocupando diversos cargos, escribano público y de Cabildo, por merced del conde y marqués de Lanzarote, don Agustín de Herrera y Rojas, otorgada el año 1625, Justicia Mayor, Juez Ordinario y Alcalde Mayor de la isla, así como escribano de Cámara de la Real Audiencia de Canarias. Este Juan Tomás de Ganzo, tenía propiedades en Ganzo, Uga y El Chapadero. El apellido Ganzo proviene de la familia de los Guedes. Gueda Gomes, hijo de Gomes Mendes Guedeao y su esposa Chamoa Mendes, casó con Urraca Henriques de Portocarreiro, hija de Henrique Fernandes Magro y de Ouroana Reimondes de Portocarreiro, que estuvo en la conquista de Sevilla. De este matrimonio nacieron, entre otros hijos, Gil Guedes, que casó con María Fernandes de Sousa, hija de Fernao Gonçalves de Sousa y de su mujer Teresa Pires, de quien nacieron entre otros hijos, Martín Gil de Aroes. Este Martín Gil de Aroes, casó con Toda Lourenço de Gundar, hija de Lourenço Fernandes de Gundar y de Maria Martins de Ataide y tuvo a Lourenço Martins Ganço, que casó con Maior Pires Ervilhao, hija de Pedro Martins Ervilhao y de Elvira Pires, naciendo de este matrimonio Estevao Lourenço Ganço, continuador del apellido paterno que casó con Teresa Gomes, hija de Gomes Pais de Azevedo y de Constança Rodrigues de Vasconcelos, de cuyo matrimonio nacieron varios hijos.
Juan Tomás de Ganzo fue nombrado Alcalde Mayor de Lanzarote el 27 de febrero de 1658 y tuvo al menos una hija llamada María Perdomo de Ganzo, a quien el marqués de Lanzarote le concedió el oficio de escribano público y de cabildo el 28 de noviembre de 1645, y que ésta cedió luego a su esposo Juan de Betancor Jerez, todos estos documentos se custodian en el Archivo Histórico de la Villa de Teguise. La parroquia de Yaiza fue erigida el 10 de septiembre de 1728 y conserva los libros de registro de bautismo y otros desde esa fecha, aunque en 1818 se erigió también en la zona, la parroquia de Femés, la cual dejó de ser parroquia en 1962 y vuelve a depender de Yaiza. De seguro que en está parroquia encontrarás a tus antepasados. En cuanto al apellido Ganzo, originario del pueblo cántabro de su nombre, el cual visité hace unos años, nada tiene que ver con el apellido Ganzo de Canarias. Además el apellido Ganzo aparece en antiguos documentos de Lanzarote escrito de varias formas, entre ellas el Ganço portugués.
Acabo de encontrar el testamento otorgado por Diego Ruiz ante el escribano público Salvador de Quintana Castrillo el día 28 de agosto de 1618, que entre otras cosas dice que dicho documento se firmó en la casa del otorgante que está en Ganso, también declara que aportó a su matrimonio 6 fanegadas de tierra que lindan con el lugar de Ganso y que heredó de sus padres unas suertes de tierra en el término de Ganso, en el lugar que dicen Lago, con las casas y morada que habita, una prueba documental más de la existencia del lugar llamado Ganso Referente a Juan Tomás de Ganzo éste anteponía a su apellido la preposición de, lo que significa claramente que su apellido procedía con toda probabilidad del lugar de Ganso, pues seguramente aparte de residir en dicho lugar debía ser tambien natural de allí.
Juan Montelongo
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25 agosto 2006
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