29 março 2013

Biografia sobre Radiodifusores


JUAN GANZO FERNANDEZ
05.10.1872 - 02.04.1957
Espanhol, nascido nas Ilhas Canárias, Las Palmas, a 5 de outubro de 1872. Em 1885 veio para o Uruguai, trabalhando um tempo na fábrica de tintas da família. Em Montevidéu estudou, especializando-se em eletricidade. Era um admirador convicto do sábio Alexander Graham Bell, criador dos serviços telefônicos nos Estados Unidos, em 1876. Idealista e empreendedor, acreditava ser a voz humana o natural meio de comunicação. Instalou linhas telefônicas em San José / Uruguai e ligou Montevidéu a Canelones, Florida e Santa Lúcia. No Uruguai, Juan Ganzo Fernandez pertencia as fileiras do Partido Nacional, dos líderes blancos da família Saraiva, ao lado dos quais esteve lutando nas revoluções de 1897 e 1904. Das batalhas contra os colorados, conquistou o título de coronel, que ostentava com orgulho. Convidado por Dr. Carlos Barbosa, Juan Ganzo Fernandez instalou telefonia em Jaguarão, Bagé e em muitos outros locais no Rio Grande do Sul. Juan Ganzo Fernandez foi o Pioneiro da Telefonia no Rio Grande do Sul.
Em 1908, Juan Ganzo Fernandez criou, em Porto Alegre, a COMPANHIA TELEPHONICA RIO-GRANDENSE e, em 1922, introduziu o telefone automático, a fonografia e o serviço rádio-telefônico, ligando Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro. O Livro-Diário com a ata da fundação da Companhia Telephonica Rio-Grandense hoje está no acervo do Museu da CRT - Companhia Rio-Grandense de Telecomunicações, na Avenida Antônio de Carvalho, 555, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. O Museu reúne em seu acervo mais de 600 peças, entre aparelhos telefônicos, fotografias, livros, documentos, equipamentos, enfim, objetos que denotam a evolução das comunicações telefônicas em nosso Estado. Em 1927 o Coronel Ganzo vendeu o acervo telefônico à ITT - International Telegraph and Telephone, empresa norte-americana, permanecendo como Diretor até 1940, quando passou a residir em Florianópolis, Estado de Santa Catarina, onde faleceu a 2 de abril de 1957. Juan Ganzo Fernandez, a 7 de setembro de 1924, fundou, juntamente com o Dr. Décio Martins Coimbra, Diretor do Jornal “A Federação” e Augusto de Carvalho, a Rádio Sociedade Rio-Grandense, primeira emissora do Rio Grande do Sul. O transmissor foi doação de Juan Edison Ganzo Fernandez e Evaristo Bicca Quintana, que foram busca-lo em Buenos Aires, na Argentina, onde o rádio já estava bem mais desenvolvido. Foi o primeiro transmissor de rádio broadcasting que chegou ao Rio Grande do Sul. Juan Edison Ganzo Fernandez era filho de Juan Ganzo Fernandez, batizado conforme uma mania familiar de homenagear inventores, no caso, o da lâmpada incandescente, o norte-americano Thomas Alva Edison.
O Jornal “A Federação”, tradicional jornal gaúcho diário, na data de 5 de setembro de 1924, na secção “Radiotelephonia”, estampou, como subsídio histórico:
“No salão nobre da “Federação” reuniram-se numerosos amadores de radiotelephonia, resolvendo fundar uma sociedade no gênero das existentes no país e no estrangeiro. Aclamado para presidir os trabalhos, o Dr. Décio Coimbra, diretor desta folha, expôs os fins da reunião, propondo que se desse à novel Associação o nome de “Rádio Sociedade Rio-Grandense”.
No mesmo Jornal “A Federação”, edição de 8 de setembro de 1924, na página 5, temos a confirmação de que se cumpriu o previsto na Assembléia já descrita. O jornal, com destaque, estampou:
“A RADIOTELEPHONIA ENTRE NÓS
inauguração da R. S. R.
(Rádio Sociedade Rio-Grandense)
suas primeiras irradiações
Inaugurou-se ontem, às 21 horas, num dos salões da Vila Diamêla, gentilmente cedido pelo Sr. Cel. Juan Ganzo Fernandez, a novel Rádio Sociedade Rio-Grandense, fundada por amadores residentes nesta Capital. O Sr. Eduardo Guimarães saudou o Presidente do Estado e demais autoridades afirmando:
“Já não há, conquista da nossa época, distâncias invencíveis, e as antigas morosidades do tempo e do espaço foram abolidas”.
Programação inaugural:
- Lohengrin, de Wagner: Sonho de Elsa, pela Professora do Conservatório, Srta. Olinda Braga.
- Da ópera Thais, de Massenet: “Dis-moi que je suis belle”, pela Srta. Aracy Godoy Gomes.
- “Ricordando”, de Genero Napoli, pela Sra. Marques Pereira.
- “Polonaise”, de Chopin, pela srta. Zaira Autran.
- “A Canção da Saudade”, de Olegário Mariano, pela Srta. Diamêla Ganzo Fernandez.
Um mês depois, 7 de outubro de 1924, a secção “Radiotelephonia”, do Jornal “A Federação”, inseria a convocação para uma Assembléia Geral para eleição da primeira Diretoria definitiva da “Rádio Sociedade Rio-Grandense”, marcada para o dia seguinte. A mesma convocação anunciava que o número oficial de cem sócios já se elevara para trezentos. E relacionava seus nomes. À 11 de outubro, à página 2 do mesmo jornal, divulgavam-se os resultados daquela Assembléia que teve por local os elegantes salões da “Rocco”, a mais requintada confeitaria da época:
“Directoria eleita:
Presidente: Juan Ganzo Fernandez; Vice-Presidente: Dr. João Alcides Cunha; 1º Secretário: Augusto de Carvalho; 2º Secretário: José Pessoa de Mello; 1º Thesoureiro: Dario Coelho; 2º Thesoureiro: Gustavo Leyraud.
Conselho Diretor: Edison Ganzo, Dr. Mário Reis, Prof. Tasso Corrêa, Adeodato Araújo. Suplentes: Germano Heussler, J. Ennet, Alfredo Meneghetti e Pelegrin Filgueiras. Conselho Fiscal: Dr. Viterbo de Carvalho, Luciano Junqueira e Luciana Cunha.
Da mesma ata constou a notícia, das mais animadoras aos presentes, de já estar “quase instalado novo e potente transmissor da Rádio Sociedade Rio-Grandense, na Escola Complementar”. A Rádio Sociedade Rio-Grandense procurou seguir o modelo da época, implantado no Rio de Janeiro por Roquette Pinto. Radioamadorismo e associativo. Cada um de seus trezentos sócios deveria contribuir com mensalidade de cinco mil réis.
Nem sempre pontuais nas contribuições, os sócios deixaram a empresa com sérios problemas econômicos. Partiu-se para o debate sobre as conveniências ou não de se apelar ao comércio. Este foi voto vencido. Pretendeu-se fidelidade aos princípios exclusivamente culturais ditados pelo fundador da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. A Rádio Sociedade Rio-Grandense, por isso mesmo, não chegou a comemorar o seu segundo aniversário. Os depoimentos colhidos, quanto aos receptores da época, 1924, em Porto Alegre, esclareceram que, além do razoável número de “galenas”, já existiam receptores à válvulas, importados pela firma “Barreto Viana” ou comprados no estrangeiro, principalmente em Buenos Aires, por eventuais viajantes. A tais aparelhos eram acopladas cornetas metálicas, alto-falantes, sem condições ideais de sonoridade. Os receptores usavam energia de “pilhas”, mais propriamente, “baterias”, bastante volumosas.
Cel. Juan Ganzo Fernandez era não só um trabalhador mas, um sonhador voltado a grandiosas realizações. Possuía uma enorme área verde entre a Rua do Menino Deus (atual Av. Getúlio Vargas) e Av. Praia de Belas, conhecida como “Vila Diamêla”, nome de uma de suas filhas. Em 1913 organizou, na Vila Diamêla, o 1º Zoológico Porto-Alegrense. Havia variada coleção de pássaros de vários portes, em viveiros adequados e artísticos, alguns lagos, sombreados por taquaras. Era muito variada a coleção de macacos, de sagüis nativos e até orangotangos africanos. Tinha também: tigres, leões, leopardos e ursos em jaulas especiais, camelos, elefantes e uma onça pintada vinda de Erechim, a qual era muito admirada.
No prédio fronteiro do Zoológico funcionava um cassino e um café concerto, inédito e atraente recanto nesta Capital. Mais ou menos em 1925 foi fechado o Zoológico. Os animais foram levados para o zoológico de Montevidéu e Buenos Aires. Certa ocasião, no centro do Zoológico, foi montada a ópera “Aida” (Verdi) por uma companhia italiana. Nos fundos do terreno ficavam as oficinas da Cia. Telephonica Rio-Grandense e um grande galpão de madeira com canchas, onde os funcionários da Companhia Telephonica jogavam bocha.

Fonte: http://www.memoriallandelldemoura.com.br/radiod_biografias_juan_fernandes.html

19 março 2013

Novos parentes... Bonilla Spera

Foi com grande satisfação que há alguns dias atrás, recebi uma mensagem de uma pessoa do Uruguai...
Era o Sr. Milko Bonilla Spera... que se identificou como sobrinho neto de Elbia Ganzo, filha de José Ganzo Fernandez, meu tio bisavô, um dos irmão de Juan Ganzo Fernandez que continuaram vivendo no Uruguai.
Em nossas conversas, fiquei sabendo que Milko tem duas irmãs, Gretel e Helen que moram na Argentina.
Já adicionei as duas também ao facebook e estou em contato agora com Gretel, a qual muito carinhosamente venho trocando informações a respeito da família.
E eu estou muitíssimo feliz por ter iniciado este projeto da árvore genealógica!
Sei por exemplo que o José Tomás Ganzo Fernandez era apelidado de Caco... minha mãe lembrava de que o apelido dele era Pepe! Será o apelido de outro tio avô de minha mãe?
Em breve estarei postando novidades a respeito de nossos parentes aqui.

Bem-vindos primos queridos!

07 dezembro 2012

1° Encontro da família Ganzo???

Bom dia família!

Hoje acordei com saudades... saudades daqueles que já se foram.! Mas lembrando que muitos ainda estão aqui e não tiveram a oportunidade de se conhecerem!
Gostaria muito de poder organizar um encontro entre os familiares. Aproveitar esta estação maravilhosa que é o verão para poder dar um abraço em cada um de vocês! Lembrar nossos avós, pais, irmãos... saudar a nova geração...

O que acham? vamos organizar?


Abraços!

maurício

16 agosto 2012

Mais parentes... Luciana Monetti

Recebi este e-mail muito carinhoso de mais uma possível prima, desta vez vindo da Argentina.
Luciana Monetti é descendente de Juan Tomás de Ganzo (mesmo nome de meu trisavô). Coincidência, ou ele teve duas esposas?
Cabe a nós agora estudarmos as possibilidades.
Ela me enviou uma certidão de nascimento de Máximo Tomás de Ganzo y Viera (não sei se é avô  dela), datado de 1913. Então se o pai de Máximo Tomás de Ganzo y Vieira tivesse uns 20 anos quando este nasceu, creio que teria nascido por volta de 1892, mesma ano de meu avô, Juan Carlos.
E o avô de Máximo? Diria que entre 1860 a 1870... datas dos filhos de Juan Tomás de Ganzo, meu trisavô, casado com Margarita Borges.
E agora? Irmãos? Primos?
Na árvore, para dar algum vínculo de relacionamento familiar, por enquanto adicionei-o como irmão de meu trisavô, Juan Tomás de Ganzo y Pacheco. Mas acredito estar errado...



Hola Mauricio,  soy Luciana descendiente de Juan Tomás de Ganzó, me gustaría saber si somos parientes, porque estuve viendo en tu árbol que vos 
también lo tenes a él entre tus ancestros pero con otra esposa. 
Te paso un adjunto con  la partida de nacimiento de Máximo Tomás de Ganzó en el año 1813 de Yaiza, nieto de Juan Tomás de Ganzó. 

Tal vez este hombre se casó más de una vez o tal vez como era alguien importante en la comunidad (según leí en tu blog) muchas personas llamaban a sus
hijos Juan Tomás en honor a este hombre. 

Bueno, desde ya muchas gracias!!! 

Yo soy de Argentina, pero he visitado muchas veces Brasil y en especial Florianopolis, es muy hermosa tu isla!!

Saludos

Luciana


PD: if you don´t understand spanish I can write this email in english for you. Thanks

29 fevereiro 2012

Biografia sobre Radiodifusores - Juan Ganzo Fernandez

JUAN GANZO FERNANDEZ
05.10.1872 - 02.04.1957
Juan Ganzo Fernandez, espanhol, nascido nas Ilhas Canárias, Las Palmas, a 5 de outubro de 1872, falecido a 2 de abril de 1957, em Florianópolis-SC, onde está sepultado, fez estudos preparatórios em Montevidéu, especializando-se em eletricidade. Muito jovem ainda, passou a dedicar-se à técnica das comunicações por telefone, tendo instalado linhas em San José e ligado a Montevidéu os centros telefônicos de Canelones, Florida e Santa Lúcia. Por ser filiado ao Partido Nacional (Blanco), tomou em armas em 1897. Feita a paz, voltou às atividades empresariais, tendo instalado telefones em Melo e no Departamento de Cerro Largo. A convite do Doutor Carlos Barbosa, em 1900, instalou serviço de telefones em Jaguarão; em 1901, teve igual encargo em Erval e em Bagé, tendo promovido a ligação telefônica de Bagé com Melo, no Uruguai. Em 1902, empreitou a instalação de telefones em Dom Pedrito e em São Gabriel. Com um intervalo guerreiro em 1904, dado que acompanhou a nova revolução de Aparício Saraiva naquele ano, voltou o Coronel Juan Ganzo Fernandez ao Rio Grande do Sul, onde ampliou as ligações telefônicas entre Rio Grande e Pelotas, instalou telefones em São Lourenço do Sul, em Cruz Alta e em Santa Cruz do Sul. Em 1906, estaria novamente em Montevidéu, onde, associado a grupos financeiros, fundou a firma Ganzo, Durruty & Cia., criando condições econômicas para uma ampliação de suas atividades. Depois de uma viagem à Europa, para adquirir materiais e assimilar novas técnicas, fundou em Porto Alegre, em 1907, a Cia. Telefônica Rio-Grandense, logo incorporando as existências da antiga União Telefônica, que funcionava como concessionária dos serviços desde 1886. Desenvolvendo os serviços e aplicando nova tecnologia, a Cia. Telefônica introduziu em 1922 os telefones automáticos, estabeleceu o serviço de ligações intermunicipais entre a Capital e vários pontos do Estado, um departamento de fonografia e um serviço rádio-telefônico entre Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro. No ano de 1927, o Coronel Ganzo vendeu o acervo da Cia. Telefônica Rio-Grandense à ITT (International Telegraph and Telephone), continuando, porém, como seu diretor, até 1940, quando transferiu residência para Florianópolis-SC.
Além de haver tomado parte em numerosas iniciativas do setor de eletricidade e indústria fabril, o Coronel Juan Ganzo Fernandez se assinalou em Porto Alegre pela inauguração, a 7 de setembro de 1924, da Rádio Sociedade Riograndense, pioneira emissora de radiodifusão no Rio Grande do Sul, e fundação de um Jardim Zoológico em sua propriedade denominada "Vila Diamela", à Avenida Getúlio Vargas, no bairro Menino Deus. Esse Zoológico, que funcionou a partir de 1913 pelo espaço de alguns anos, reunia, a princípio, multidões de frequentadores. Em sua homenagem existe, aqui em Porto Alegre-RS, a Avenida Ganzo, que foi aberta nos terrenos da Vila Diamela.
O nome de Vila Diamela era em homenagem a filha do Cel. Juan Ganzo Fernandes, Diamêla Ganzo Fernandez. A senhorita Diamêla, por ocasião da inauguração da Rádio Sociedade Riograndense, a 7 de setembro de 1924, interpretou "A Canção da Saudade", de Olegário Mariano.