28 março 2008

A NYRBA - New York - Rio & Buenos Aires Line Inc.


Coronel Juan Ganzo Fernandez. Uruguay, 1930


Hoje, recebi um e-mail da Sra. Lótus Ganzo Barcellos. Ela me enviou esta foto de meu bisavô Juan Ganzo Fernandez encima de um hidroavião. Então, fiquei curioso e pus-me a pesquisar que avião era aquele e o ano. Aqui está minha pesquisa:


Em 24 de janeiro de 1930, a NYRBA (New York - Rio & Buenos Aires Line Inc.) é autorizada a voar no Brasil (Decreto n° 19.079) . Sem perder tempo, vôos regulares começam com os hidroaviões Consolidated Commodore em 19 de fevereiro, ligando em seis dias Buenos Aires a Miami. Desde então, os vôos mantiveram impressionante regularidade, mostrando desde os primórdios a excelência e seriedade operacional que caracterizaram a Panair. Mas outra faceta de sua história mostrou-se já no princípio: a feia face política por trás do sucesso operacional.

Nos Estados Unidos, o governo subsidiava a Pan Am deixando claro seu apoio para sua expansão aérea. Sem apoio do governo e com a quebra da Bolsa de Nova York em 1929, a NYRBA passa a ser controlada pela Pan Am em agosto de 1930.

21 de novembro de 1930 – A NYRBA passa a ser reconhecida como Panair do Brasil S.A. conforme resolução aprovada em Assembléia geral extraordinária realizada em 01/10/1930. (Decreto n° 19.417). Até 1942, 100% de suas ações estiveram em poder dos controladores norte-americanos, que então começaram a vender suas ações para mãos brasileiras.

Primeiros vôos


Consolidated Commodore
Cortesia: Revista FLAP Internacional

Como subsidiária da Pan Am, a Panair recebeu oito novas aeronaves (quatro Commodores e quatro Sikorsky S-38). Em 2 de março de 1931, decolaram os primeiros vôos de passageiros, ligando Belém ao Rio de Janeiro, com conexões imediatas aos vôos da Pan Am nas duas pontas. Em 1933 a Panair conquistou a Amazônia, prolongando a linha de Belém até Manaus. Em 1935, o primeiro piloto brasileiro, Coriolano Luis Tenan, assume o comando de uma aeronave da empresa. No ano seguinte, é inaugurada a sede e o hangar de manutenção no aeroporto Santos Dumont.





Em 1937, começa a primeira modernização da frota, com a gradual substituição dos Commodores por Sikorsky S-43 Baby Clippers . Chegam também os bimotores Lockheed L-10 Electra, iniciando assim as operações terrestres, inaugurando vôos para Belo Horizonte em março. São Paulo também passa a receber os aviões da Panair em cinco vôos semanais entre Rio de Janeiro e Porto Alegre. Em junho de 1940 chega o primeiro Douglas DC-2 de 14 lugares, o PP-PAY.

Um total de 14 hidroaviões Consolidated Commodore foram construidos e eles foram precursores do famoso Catalina, hidroavião construido para na II Guerra Mundial.

Entre os 14 Consolidated Commodore construídos, o modelo que aparece na foto de meu avô é o NC 665M. Nota: Originalmente entregue a NYRBA, foi batizado de Argentina. Então, em 15 de setembro de 1930, a Pan Am o adquiriu. A Pam Am, o repassou a Panair do Brasil, e o registrou como PP-PAH. Em 1937 fora vendido para a China. Após isto, não se teve mais notícias deste hidroavião.

23 março 2008

Enfim... Mais Parentes!!!

É com muito orgulho que hoje escrevo neste humilde blog da família Ganzo a respeito de nossos novos amigos além fronteira.
Semanas atrás, ao deparar-me com aquela reportagem sobre a Rádio Electra em um site do Uruguay (veja post anterior), havia encontrado vestígios de nossa família a tempos separadas pela língua e pela distância. Acreditei que poderia localizar novos integrantes de nossa árvore genealógica e para isso enviei um e-mail para a revista propuestas digitais, detentora daquela dita reportagem. O que não sabia é que a dita revista era também uma rádio em Melo no Uruguay. Então, num domingo destes atrás, irradiaram no dial das casas de muitos cidadãos uruguaios "La Voz de Melo"... programa popular da região, com a chamada de que havia um brasileiro, descendente dos Ganzo do Uruaguy à procura de parentes que ainda morassem na região. Para minha surpresa, a minha solicitação deu frutos: Me escrevera mui gentilmente a Sra. Maria Virgínia Ganzo Cheroni e o Sr. Gustavo Pereira, genro de Electra Ganzo!
Virginia é casada e tem três filhos: José Nicholas, Matías e Mariana. Filha única da sra. Nelly Esther Cheroni Garcìa e do Sr. Néstor Juan Ganzo Duque (Falecido em 1980). Néstor Juan era filho de José Pedro Ganzo Duque, que por sua vez era filho de José Ganzo Fernandez, irmão de meu bisavô Juan Ganzo Fernandez.
A Sra. Iracema Electra Ganzo Alvarez, hoje está com 89 anos de idade é filha de José Pedro Ganzo Duque. Foi através da carta desta senhora que descobri um meio de localizar nossos parentes distantes. E aqui está! Sejam bem-vindos primos! Nossa família tem aumentado... não somos agora tão distantes... estamos ligados por sangue, família, história e... internet! O que seria sem o advento da era digital? Estamos agora encurtando distâncias, redescobrindo nossa história, estreitando nossos laços familiares... formando uma grande família.

Agora, temos que trocar figurinhas... compartilhar nossas histórias para podermos reverenciar nossos bisavós, avós... compreendermos a dor que sentiram ao se separarem de forma melancólica de suas famílias, suas raízes. Sim, podemos agora, acomodarmos melhor nossos corações e de alguma forma aliviarmos aqueles sofrimentos. Deste momento em diante somos uma família maior.

Assim... damos grandes passos em relação a descobertas sobre onde estão nossos familiares. Algumas folhas da árvore foram descobertas, mas faltam muitas ainda e este é um trabalho que leva tempo... mas vale a pena. Continuarei a procurar, a insistir. Um dia chegará em que os Ganzo e seus descendentes terão uma árvore cheia, sem faltar uma única folha. Adubaremos com carinho e nossos filhos e netos nos agradecerão por este trabalho.

Um grande abraço a todos!

10 fevereiro 2008

Radio Electra


Hoje, ao procurar na Internet o nome de Electra Ganzo, deparei-me com este artigo. Mais uma peça do quebra-cabeça que surge. Logo, teremos notícias de outros parentes uruguaios... assim espero.


http://propuestasdigital.blogspot.com/2007/08/la-radiodifusin-en-el-mundo-uruguay-y.html



Atención Cerro Largo!!!!!!!!!!!!

De la mano de un personaje múltiple, de variadas empresas y todas ellas de gran impacto en el desarrollo de la zona, llegaría la pionera de las emisiones radiales al departamento.... Radio Electra.

Don José Ganso Duque, inauguró en medio de esa oleada de precursores que trataban de acercar el formidable invento a todo el país sin medir en si había alguna forma de hacerlo rentable, su emisora.

Ganso Duque, que fuera dueño de la empresa privada que vendía electricidad a los vecinos de la zona,

inauguró sus emisiones el 14 de febrero de 1930 y de acuerdo a datos que nos proporcionó su hija, estaba ubicada en la calle que hoy se llama Battle y Ordóñez, entre 18 de Julio y Treinta y Tres, exactamente en el local que hoy ocupa el Destacamento de Bomberos. Emitió en 1430 Kilociclos, algunos de sus locutores fueron María Iracema Álvarez de Ganzo - esposa del dueño - y Luis Alberto González.

Según la memoria de Electra Ganzo (la hija), entrevistada en 1992, se irradiaba música y se leían algunas noticias, pero la experiencia no duró mas de dos años por una razón, la gente de este pago carecía de radios para escuchar. Era la época de las famosas radios a galena... todavía de precios no muy accesibles.

Como sabemos La Voz De Melo comenzará a emitir en 1942. pero esa es otra linda historia.

Por Sergio Sánchez Moreno

Director de "Domingos de la Gente"

FM Gente - Maldonado

01 fevereiro 2008

Feliz Aniversário!


Fevereiro de 2008... o Carnaval bate às portas, e com ele vem um sentimento bom e ao mesmo tempo triste. O verão está se encerrando... logo a cidade voltará a sua rotina... então, sentiremos mais uma vez que os dias continuam a passar e nossas vidas também. Aqueles que fizeram a tão merecida viagem, tiveram seu descanso merecido em algum lugar aprazível, curtiram suas férias como se fosse a última, parabéns! Nós, aqueles que não o fizeram por falta de tempo, por falta de dinheiro, ou outros motivos mais, deixemos para o próximo verão. Será!? Tantas vidas são ceifadas nessa rotina diária... tantos amigos, conhecidos, pessoas famosas ou não, vão embora sem se despedirem. E deixam saudades... eternas! Por este motivo, devemos agradecer sempre a Deus. Agradecer os momentos felizes, os dias de sol, dias explêndidos que tivemos o prazer de desfrutar. Família... amigos... conhecidos... pessoas que nos ajudaram a perceber a beleza que é estar vivo e com saúde. Lembrar que a vida é bela e que devemos cuidá-la com prazer e dedicação.
Agora que o ano realmente desponta, quero desejar a todos um ano muito especial, repleto de realizações e felicidades, junto a seus amigos e familiares.
E assim, acabo me relembrando de algumas pessoas muito especiais para mim e todos de nossa família: Juan Carlos Ganzo Fernandez e Giovana Pacheco dos Reis. Vô João Carlos, dia 5 de fevereiro completaria 106 anos de idade. A minha princesa, dia 8 de fevereiro faz anos. Nossa... como fui feliz nesta vida! Meu avô, um ídolo... minha esposa... uma deusa! Parabéns, parabéns , parabéns!!! Desejo sempre tudo de bom a estes seres maravilhosos. E espero ter muitas alegrias ao lado de ti minha princesa. A exemplo de meus avós, tu iluminas meu coração e pretendo seguir esta luz por toda minha vida, até a eternidade. Te amo Giovana!

22 novembro 2007

Implantação dos telefones


Ofício enviado por Juan Ganzo Fernandez a Sr. Cid Campos, então Secretário do Interior e da Justiça de santa Catarina. Datado de 9 de julho de 1927. Localizei o documento numa primeira visita ao acervo histórico de Santa Catarina.


Encontrei ainda há pouco este texto na internet. Cita a família Ganzo como detentora dos serviços de telefonia no estado de Santa Catarina, mas creio que há muitos erros e omissões.
O governador Adolfo Konder de fato fez o convite para a vinda da telefônica do Cel. Juan Ganzo para Santa Catarina, mas foi em 1927, que era quando iria acabar a concessão de 20 anos da empresa de telefonia anterior que era a Triks & Elkhe. E em 1967, a família Ganzo ainda detinha o controle da cia. telefônica em Santa Catarina, mas não no Rio grande do Sul. Esta já havia sido vendida em 1924 para uma empresa americana. E por último, a estatização da CTC... foi em 1968 e não em 1970.

Aqui vai mais um texto:

link original: http://camara.virtualiza.net/historia_criciuma_telefone.php ou clique no título da matéria.



FRAGMENTOS HISTÓRICOS

Implantação dos telefones

O telefone apareceu no Brasil após visita de Dom Pedro II ao Centenário do Estados Unidos, em 1876. No na seguinte foram estabelecidas normas para a implantação do sistema e em 1879 o Imperador concedia espaço para a exploração da atividade.
O governador catarinense Adolfo Konder empenhou-se para trazer a Santa Catarina o novo sistema, sendo implantado em 1930 em Florianópolis. Oito anos antes Porto Alegre já possuía telefones.
O prefeito de Criciúma inicia conversações para obtenção do telefone em Criciúma, ligando a cidade a Tubarão. Em agosto de 1937 era instalada uma central com 50 aparelhos no Edifício Filhinho, onde é hoje o Café São Paulo, no coração da cidade.
O primeiro aparelho foi instalado no Hotel do Comércio, sendo que a primeira pessoa a atender uma chamada, na ausência do prefeito Elias Angeloni, não encontrado no momento da primeira chamada, foi o historiador Pedro Milanez.
Os 50 aparelhos de Criciúma eram movidos à manivela. A telefonista Malvina atendia e conectava com o número interessado. Era um sistema deficiente, caro e sem muita utilidade. Em 1951 o jornal Folha do Povo publica um contrato para quem quisesse adquirir um aparelho.
A ineficiência do serviço telefônico ocorria porque oferecer serviços de telefonia exigia, entre outras coisas, fôlego financeiro para ampliar e melhorar a rede telefônica. Mas a Companhia Catarinense, uma empresa privada, objetivava em primeiro lugar o lucro, sem no entanto, melhorar qualidade das ligações.
Se a ligação fosse para fora da cidade não havia previsão de quanto tempo seria necessário para completá-la.
Em finais de 1962 já haviam se passado quase dois anos desde a fundação da Companhia Telefônica Criciumense, órgão que gerenciava o sistema na cidade. A empresa lidava com várias dificuldades e com a cobrança dos usuários pela melhoria dos serviços e a instalação dos telefones automáticos.
Os automáticos apenas propiciavam mais rapidez nas ligações, já que não se dependia mais da intervenção da telefonista para efetuar ligações municiais. No entanto, na década de 1960, a maior reivindicação de vários setores urbanos era simplesmente possuir um telefone, já que não havia lugares na mesa telefônica para comprar. Em 1965, havia espaço para 230 ramais, instalados nas casas mais abastadas.
O jornal Tribuna Criciumense questionava o porquê da falta de aparelhos em Criciúma. O fato é que a Companhia Criciumense de Telefones não possuía capital para empatar na compra de uma central maior. Alem desse motivo, havia dois outros fatores que dificultavam a ampliação da rede de telefones em Criciúma: para ampliar a mesa telefônica só adquirindo uma nova, com capacidade para mil telefones e, para muitos o pagamento seria fácil, porém, para a maioria seria oneroso demais. Como seria possível para CCT disponibilizar mil novos aparelhos na cidade, sem conseguir aumentar o número de assinantes dispostos a contribuir com a elevada prestação mensal? Outro entrave era a correção monetária, que aumentava mais o custo.
Em novembro de 1966, Wilson barata viaja ao Rio de janeiro a fim de firmar, junto ao Contel e à firma Brickson, o contrato para compra de nova central. Com o acordo firmado, veio a Criciúma um engenheiro para verificar a localização da nova mesa e assim determinar algumas diretrizes para a elaboração da nova sede da Companhia Criciumense de Telefones.
Em 1967 a família Ganzo detinha o controle dos serviços telefônicos em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Essa prática de concessão da telefonia a particulares não existia mais nos demais estados brasileiros.
Comprar uma nova central exigia muitos recursos e foi comprada então uma central usada, mas em bom estado, da cidade de Santos. Em 1967 ainda, já instalados ma nova sede ao lado dos Correios, um sistema com bateria punha a funcionar uma mesa com capacidade para mil aparelhos.
Em 1970 o governo federal cria novas políticas relativas á telefonia, estatizando o sistema, encampando a Companhia Telefônica Catarinense, passando-a à Telesc.
O sistema somente foi privatizado no primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso, propiciando salto tecnológico e democratizando o acesso, inclusive de telefonia móvel.
Atualmente o Brasil tem mais telefones celulares que fixos.

Fonte: Adriana Fraga Vieira